MIELOMA MÚLTIPLO: QUEM ESTÁ EM RISCO

Sabe-se que o mieloma múltiplo não é contagioso. Não pode “apanhá-lo” a partir do contacto com outra pessoa.

As investigações mostraram que pessoas com determinados factores de risco estão mais predispostas do que outras a desenvolver mieloma múltiplo. Um factor de risco é algo que pode aumentar a probabilidade de se vir a desenvolver uma doença.

Estudos realizados permitiram determinar os seguintes factores de risco para o mieloma múltiplo.

  • Idade: O avançar da idade aumenta a probabilidade de desenvolver mieloma múltiplo. A maioria dos casos de mieloma é diagnosticada em pessoas com mais de 65 anos. Esta doença raramente ocorre antes dos 40 anos de idade.
  • Etnia. O risco de mieloma múltiplo é mais elevado nos afro-americanos e mais baixo nos asiático-americanos. Desconhece-se a razão para esta diferença entre grupos étnicos.
  • História de gamapatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI): A GMSI é uma afecção em que as células plasmáticas anómalas produzem níveis baixos de proteínas M. A GMSI é uma doença benigna, mas aumenta o risco de desenvolver mieloma múltiplo.

Os cientistas estão a estudar outros factores de risco para o mieloma múltiplo, tais como a exposição a radiações, pesticidas, tintas do cabelo, vírus, bem como a obesidade e a alimentação. Porém, não está ainda comprovado que qualquer um destes factores esteja envolvido no desenvolvimento da doença. Estão também a ser alvo de estudo famílias em que existe mais do que um caso de mieloma múltiplo, embora se trate de uma situação extremamente rara.

A maioria das pessoas com factores de risco conhecidos (idade, etnia afro-americana, GMSI) não desenvolve mieloma múltiplo. Em contrapartida, muitas pessoas que desenvolvem a doença não apresentam factores de risco conhecidos. Se pensa que pode estar em risco, deve falar com o seu médico assistente.

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.