Em 2015, foram diagnosticados nos Estados Unidos da América (EUA) 73.870 novos casos de melanoma, o que representa cerca de 4,5% de todas as novas neoplasias. No mesmo ano 9.940 doentes com melanoma faleceram devido à doença, o que representa cerca de 1,7% de todas as mortes por cancro. [2]
A incidência de melanoma na Europa varia significativamente entre 3 a 5/100.000/ano nos países mediterrânicos e 12-25 nos países nórdicos. [1]
O melanoma mais frequente é o melanoma cutâneo ou da pele, que tem origem nos melanócitos que se encontram entre a epiderme e a derme.
Tendo em conta a origem embrionária dos melanócitos, o melanoma pode também localizar-se nas meninges, no globo ocular, nas mucosas (revestimento de células na boca, nariz, ânus, intestino, etc.) e esófago. Todas estas localizações são muito menos frequentes.
Os melanomas com estas localizações mais raras não serão aqui abordados.
A distribuição por géneros é muito semelhante, com um ligeiro predomínio nos indivíduos do sexo masculino. [2] O melanoma é diagnosticado mais frequentemente entre os 55 e os 64 anos. A idade média de diagnóstico é de 63 anos. [2]
Nos homens o melanoma é mais frequentemente diagnosticado no tronco (zona entre os ombros e as ancas). Nas mulheres é mais frequente nos membros inferiores (pernas). [3]
Quando comparado com indivíduos de raça negra, o melanoma é mais frequentemente diagnosticado em indivíduos de raça branca. [2]
Este aspeto é melhor explicado pela combinação da exposição à radiação ultravioleta (UV) e o seu efeito na pele mais clara. De facto, no país com maior incidência de melanoma, a Austrália, o número de novos casos é maior nos descentes europeus (de pele clara) do que nos descendentes dos aborígenas (de pele escura). [4]
Nas populações de pele mais escura, a maioria dos melanomas é acral, ou seja, localiza-se na palma das mãos ou planta dos pés, sub-ungueal (por baixo das unhas) ou da mucosa, embora os melanomas possam ocorrer em qualquer localização.
Na verdade, a relativa maior proporção destes melanomas nesta população está relacionada com o aumento do melanoma da mucosa nos doentes de pele mais clara, uma vez que os números dos melanomas da mucosa, sub-ungueais e acrais são sensivelmente iguais em ambos os grupos.