DOENÇA DE HODGKIN: RECUPERAÇÃO E PERSPECTIVAS

É natural que qualquer pessoa que enfrenta um diagnóstico de cancro esteja preocupada com as suas perspectivas futuras.

Compreender a natureza do cancro e quais são as expectativas pode ajudar os doentes e os seus familiares a planear o tratamento, prever alterações do estilo de vida e tomar decisões financeiras e sobre a sua qualidade de vida.

Os doentes com cancro questionam frequentemente os médicos ou procuram eles próprios dados estatísticos que respondam à pergunta ?Qual é o meu prognóstico?? O prognóstico é uma previsão da evolução futura e resultado de uma doença. É uma indicação da probabilidade de recuperação dessa doença. Porém, trata-se apenas de uma estimativa. Quando os médicos discutem o prognóstico de um doente em particular, estão a tentar prever o que é provável que lhe aconteça. O prognóstico na doença de Hodgkin pode ser influenciado por muitos factores, designadamente: o estadio da doença, a resposta do doente ao tratamento, a idade e o estado geral.

Por vezes, as pessoas utilizam as estatísticas para tentar calcular as suas probabilidades de cura. No entanto, os dados estatísticos reflectem a experiência de um grande número de doentes e não podem ser utilizados para prever o que acontecerá a um doente em particular, uma vez que não há dois doentes iguais e que os tratamentos e as respostas variam muito. O médico que estiver mais familiarizado com a situação do doente é quem está em melhor posição de o ajudar a interpretar os dados estatísticos e discutir o seu prognóstico.

Quando os médicos falam sobre a sobrevivência ao cancro, podem utilizar o termo remissão, em vez de cura. Embora muitas pessoas com a doença de Hodgkin sejam tratadas com sucesso, os médicos utilizam o termo remissão porque o cancro pode reaparecer. É importante discutir a possibilidade de recidiva (reaparecimento) com o médico.

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.