CANCRO DO ÚTERO: MÉTODOS DE TRATAMENTO

O tratamento do cancro uterino pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Algumas mulheres fazem uma combinação de tratamentos.

O médico poderá falar consigo sobre as possíveis escolhas de tratamento, e resultados esperados, tendo em consideração os benefícios esperados e possíveis efeitos secundários de cada opção terapêutica.

Poderá perguntar ao médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento.

CIRURGIA

A maioria das mulheres com cancro no útero faz uma cirurgia, para remoção do útero (histerectomia), através de uma incisão no abdómen. O médico remove, ainda, as Trompas de Falópio e ambos os ovários; este procedimento é designado por salpingo-ooforectomia bilateral.

O médico pode, também, remover os gânglios linfáticos na região do tumor, para ver se há envolvimento tumoral. Se as células cancerígenas tiverem "chegado" aos gânglios linfáticos, pode significar que a doença já metastizou para outras partes do corpo. Se as células cancerígenas não tiverem metastizado além do endométrio, pode não ser necessário qualquer tratamento adicional. O internamento no hospital, pode variar de alguns dias a uma semana.

Relativamente à cirurgia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Que tipo de operação será?
  • Como me sentirei após a operação?
  • Que ajuda terei se tiver dores?
  • Quanto tempo irei estar hospitalizada?
  • Virei a sofrer de alguns efeitos de longa duração, por causa desta operação?
  • Quando poderei retomar as minhas actividades normais?
  • Irá a cirurgia afectar a minha vida sexual?
  • Serão, depois, necessárias consultas de acompanhamento?

RADIOTERAPIA

A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas; tal como a cirurgia, é um tratamento local e, como tal, afecta apenas as células cancerígenas na zona tratada.

Algumas pessoas com cancro no útero, de estadio I, II ou III, necessitam de fazer cirurgia e radioterapia; podem fazer a radiação antes da cirurgia, para diminuir o tumor, ou após a cirurgia, para destruir quaisquer células cancerígenas que tenham ficado na zona do tumor. O médico pode, também, sugerir o tratamento com radioterapia a pessoas que não possam fazer cirurgia.

No tratamento do cancro no útero, podem ser utilizados dois tipos de radioterapia:

  • Radiação externa: a radiação provém de uma máquina, que dirige a radiação para a zona do tumor. Para este tratamento, a maioria das pessoas vai ao hospital ou clínica. Geralmente, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas. Este esquema ajuda a proteger as células saudáveis e os tecidos, tendo em conta que dispersa a dose total de radiação. Na radioterapia externa, não é colocado qualquer material radioactivo dentro do organismo.
    Em alguns casos, durante a cirurgia é administrada radioterapia externa.
  • Radiação interna (radiação por implante ou braquiterapia): a radiação provém de material radioactivo contido em sementes, agulhas ou finos tubos de plástico, e que são colocados directamente no local do tumor ou perto, através da vagina. Para fazer radiação por implante, a pessoa fica, regra geral, internada no hospital. Os implantes permanecem no local durante vários dias; são retirados antes de ir para casa.

Em determinadas situações, pode ser feita uma combinação dos dois tipos de radioterapia.

Antes de iniciar a radioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Qual é o objectivo do tratamento?
  • Como será administrada a radiação?
  • Terei de ser internada no hospital? Durante quanto tempo?
  • Quando começam os tratamentos? Quando terminam?
  • Como me vou sentir durante o tratamento? Existem efeitos secundários?
  • O que poderei fazer para tratar de mim própria, durante o tratamento?
  • Como saberemos se a radioterapia está a funcionar?
  • Poderei continuar com as minhas actividades normais, durante o tratamento?
  • Como é que a radioterapia irá afectar a minha vida sexual?
  • Serão necessárias consultas de seguimento?

TERAPÊUTICA HORMONAL

A terapêutica hormonal impede que as células cancerígenas "tenham acesso" às hormonas naturais do nosso organismo - estrogénios e progesterona -, das quais necessitam para se desenvolverem. As hormonas podem ligar-se a receptores de hormonas, provocando alterações no tecido uterino. Se os testes laboratoriais demonstrarem que o cancro no útero tem receptores hormonais, ou seja, que é "positivo para os receptores hormonais", pode fazer terapêutica hormonal.

A terapêutica hormonal é uma terapêutica sistémica, tendo em conta que os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo. Geralmente, o tratamento hormonal é semelhante à progesterona, administrada na forma de um comprimido.

O médico pode usar a terapêutica hormonal em pessoas com cancro no útero que não possam fazer cirurgia ou radioterapia. Pode, ainda, fazer tratamento hormonal se o cancro no útero tiver metastizado, para os pulmões ou para outros locais distantes, ou em pessoas com recidiva de cancro no útero, ou seja, cujo cancro tenha reaparecido.

Antes de iniciar a terapêutica hormonal, poderá querer colocar algumas questões ao médico:

  • Porque é que preciso deste tratamento?
  • Quais foram os resultados do teste de receptores de hormonas?
  • Que hormonas vou tomar? Que é que elas irão fazer?
  • Terei efeitos secundários? O que poderei fazer relativamente a esses efeitos?
  • Durante quanto tempo estarei a fazer estes tratamentos?

 

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.