CANCRO DO COLO DO ÚTERO:
FACTORES DE RISCO

Os médicos nem sempre conseguem explicar por que é que algumas mulheres desenvolvem cancro do colo do útero e outras não.

Contudo, sabe-se que uma mulher com determinados factores de risco está mais predisposta do que outras a desenvolver cancro cervical. Um factor de risco é algo que aumenta a possibilidade de se vir a desenvolver a doença. Estudos efectuados identificaram alguns factores que podem aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero. Quando presentes em simultâneo, estes factores aumentam ainda mais o risco:

Contudo, sabe-se que uma mulher com determinados factores de risco está mais predisposta do que outras a desenvolver cancro cervical. Um factor de risco é algo que aumenta a possibilidade de se vir a desenvolver a doença. Estudos efectuados identificaram alguns factores que podem aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero. Quando presentes em simultâneo, estes factores aumentam ainda mais o risco:

  • Vírus do papiloma humano (HPV): o HPV é a sigla para uma família de vírus que infectam a pele e as mucosas, sendo que alguns tipos podem infectar o colo do útero, originando verrugas ou lesões pré-cancerígenas. A infecção persistente por um dos 15 tipos de HPV considerados como de alto risco é a causa da maioria dos casos de cancro do colo do útero e por conseguinte é o principal factor de risco. A infecção é transmitida através de contacto sexual sendo extremamente comum em mulheres jovens na primeira década de actividade sexual. A maioria dos adultos já foi num dado momento da sua vida infectada com HPV mas apenas 10% das infecções se tornam persistentes podendo causar lesões pré-cancerígenas. O cancro do colo do útero surge assim, numa minoria das mulheres que têm lesões pré-cancerosas, sendo o risco de progressão destas lesões para cancro, superior em mulheres com mais de 30 anos.

    Para saber mais sobre o HPV clique aqui.

  •  Não ter feito qualquer teste de rastreio: o cancro do colo do útero é mais frequente em mulheres que não realizam periodicamente o rastreio. Este exame possibilita a detecção de células pré-cancerígenas. A detecção precoce das lesões pré-cancerígenas permite o seu tratamento atempado com taxas de cura perto dos 100%.

  • Sistema imunitário enfraquecido (o sistema de defesa natural do organismo): as mulheres infectadas com VIH (o vírus que provoca SIDA) ou sob medicação inibidora do sistema imunitário, apresentam risco aumentado de desenvolver cancro do colo do útero. Nestas mulheres, os médicos recomendam a repetição mais frequente dos testes de rastreio.

  • Idade: as lesões pré-cancerígenas cuja detecção é o alvo do rastreio encontram-se mais frequentemente entre os 25 e os 35 anos, enquanto o cancro do colo do útero é mais frequente a partir dos 40 anos de idade.

  • História sexual: as mulheres que tenham tido muitos parceiros sexuais apresentam risco aumentado para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. As mulheres que tenham tido relações sexuais com homens que, por sua vez, tenham tido muitas parceiras sexuais, apresentam também maior risco de desenvolver cancro do colo do útero. Em ambos os casos, o risco é acrescido, uma vez que estas mulheres têm maior risco de infecção por HPV.

  • Tabagismo: as mulheres fumadoras com infecção por HPV apresentam um risco acrescido de desenvolver cancro do colo do útero.

  • Tomar a pílula durante longos períodos de tempo: tomar a pílula durante longos períodos de tempo (5 anos ou mais) pode aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero, em mulheres infectadas por HPV.

  • Ter muitos filhos: estudos efectuados sugerem que as mulheres infectadas por HPV que tenham muitos filhos, podem apresentar risco acrescido para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.

  • O dietilestilbestrol (DES) pode aumentar o risco de desenvolver uma forma rara de cancro do colo do útero e outros tipos de cancro do aparelho reprodutor feminino, em crianças do sexo feminino expostas a este fármaco antes do nascimento. Nos Estados Unidos, o DES foi administrado a mulheres grávidas,  entre 1940 e 1971 (actualmente não é prescrito a mulheres grávidas.)

As mulheres que pensem estar em risco de desenvolver cancro do colo do útero, devem debater esta questão com o seu médico e podem, eventualmente, marcar um exame médico completo.

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.