
Estudos realizados in-vitro e no animal indiciam claramente que o aumento da expressão da proteína HER2 tem um papel fundamental na transformação oncogénica e na tumorigénese. Tal como foi demonstrado, a transfecção do gene HER2 nas linhagens celulares dos tumores do ovário e da mama, humanas, originam características mais agressivas de crescimento. Além disso, o crescimento de linhagens celulares de tumores resultantes de xeno-enxertos e de cancro da mama humano, que aumentam a expressão dos receptores do HER2, é inibida por anticorpos monoclonais dirigidos ao receptor HER2.

A sequência habitual da transformação oncogénica parece iniciar-se com a amplificação do gene HER2. Isto origina duas vezes mais cópias dos genes do que é habitual nas células epidérmicas: 5 cópias de genes por célula é um valor adequado para começar a definir a amplificação do gene, sendo comum existir um valor > 10 cópias de genes por célula, no estado "amplificado". A amplificação do gene HER2 aumenta a transcrição do gene, originando níveis aumentados de ARNm HER2 e o aumento da síntese proteica do HER2. Em consequência, aumenta a expressão da proteína HER2 na superfície celular - receptores - causando, provavelmente, a activação constitutiva dos receptores homodímeros do HER2, sem ligação aos ligandos. Isto resulta no crescimento celular desordenado e em transformação oncogénica, em determinadas situações, dando origem ao cancro.

O aumento ou sobre-expressão do receptor HER2 corresponde a um sub-tipo específico de cancro da mama, denominado cancro da mama HER2 positivo (HER2+); este aumento é detectado, nos tecidos, por uma técnica laboratorial.
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