A indústria farmacêutica sempre me entusiasmou

A indústria farmacêutica sempre me suscitou curiosidade e interesse. Tive a oportunidade de trabalhar em saúde na Microsoft e foi aí que ganhei uma paixão muito grande por esta área.

O primeiro contacto que recebi da Roche chegou de Basileia. Apresentaram-me a oportunidade como algo que uniria a gestão comercial a um foco muito forte na área das parcerias. Este já era o meu foco na Microsoft, mas no fundo já estava com vontade de mudar e sair um pouco do modelo de trabalho das empresas tecnológicas.

Conhecia algumas pessoas que trabalhavam na indústria farmacêutica e sempre me entusiasmou a forma como viam o mercado e direcionavam as iniciativas para o doente. Era uma coisa que eu queria muito fazer, mas onde estava era muito difícil, porque o foco do negócio não está no doente. Já na indústria farmacêutica, tudo aquilo que consigamos fazer ou desenvolver tem um impacto imediato muito grande.

Poder vir para uma indústria de que eu gostava tanto e fazer uma coisa diferente foi uma combinação ideal. Estava num momento de avaliação de futuro da minha carreira na Microsoft e, apesar de não estar à procura, o contacto da Roche trouxe-me alento. Além disso, na minha família vivi de perto com uma doença que é alvo da investigação da Roche e foi interessante tudo isto se conjugar.

Uma experiência fantástica

Sempre me falaram bem da Roche, das pessoas, do ambiente. Isso para mim era muito importante, porque a equipa em que eu estava antes era muito unida, havia um ambiente muito bom e eu tinha essa preocupação.

O mesmo se passava quando pensava nas instalações. O edifício da Microsoft no Parque das Nações é muito bom e "hábitos adquiridos" são difíceis de perder. E não perdi, temos instalações e condições muito boas na Roche.

Estou na Roche desde fevereiro de 2015 e considero que o meu percurso tem sido uma experiência fantástica, em todos os aspetos. A equipa que estou a gerir recebeu-me muito bem e acolheu de braços abertos o mindset diferente que eu trouxe.

Quem trabalha na Roche sabe que há uma abertura muito grande para discutir novas ideias e sugestões.

Não se trata de criticar constantemente, mas há coisas que vale a pena colocarmos em perspetiva e apresentar ideias e soluções novas. Isto está no espiríto da própria companhia.

Outra questão muito natural na Roche é a discussão do plano de carreira com a chefia e com os Recursos Humanos. Como Healthcare Partnering Manager sou responsável pela unidade de parcerias da Roche e trabalho no desenvolvimento de parcerias sustentáveis a longo prazo com os stakeholders da empresa, liderando a equipa de Partnership Managers (previamente designados por Account Managers). Mas tenho objetivos a mais longo prazo - chegar a General Manager - e foi-me dito claramente o que devo fazer e como devo desenvolver-me para chegar àquela função. Mas também traçámos alternativas, porque posso vir a perceber que me enquadro muito melhor noutra função.

Senti muito apoio dos Recursos Humanos de Portugal, que me ajudaram a fazer contactos com Basileia para discutir a possibilidade de focar a área de Partnering na Suíça e desenvolver a minha carreira fora de Portugal. É muito importante ter uma visão de médio prazo e poder programar o futuro a 3-5 anos. Aqui sinto que a organização está preparada para isto.

Cultura de bem-estar pessoal

A Roche está atenta às preocupações dos colaboradores e sabe que as preocupações das novas gerações vão muito além das questões salariais. Aqui podemos levar refeições para casa, temos serviços de lavandaria, ginásio, etc. O foco da Roche no bem-estar das pessoas, permitindo que sejam elas as gestoras do seu tempo e trabalhem em casa é cada vez mais importante.

Quando o meu filho nasceu defini um limite: às 18h saio do escritório. Falei com o diretor-geral na última entrevista do meu processo de recrutamento sobre este tema e o que me disse foi: “Sais à hora que quiseres, tens é que fazer o teu trabalho”.

Esta cultura de deixar espaço para a vida familiar das pessoas é muito importante. Sei que a Roche tem uma preocupação grande com a parte familiar e reconheço que são importantes os momentos de lazer, como o jantar de Natal para as crianças e o Arraial para as famílias, mas, acima de tudo, acho que se vê a diferença quando tenho o meu filho doente e não posso ir ao escritório e o que me dizem é: “Fica, não te preocupes”.

A Roche dá-me todas as condições para trabalhar a partir de casa e, mais importante, dá-me esta liberdade e vê isso como normal. Isto faz toda a diferença.

Aqui sentimos e vivemos o espírito da inovação. Nós queremos ser inovadores em tudo, queremos fazer coisas diferentes, queremos ser diferentes do resto do mercado. E conseguimos, quem olha para a Roche como um todo, pensando nas suas duas divisões, sabe que esta é uma empresa altamente inovadora.