Gerir a insuficiência renal na palma da mão
Gerir a insficiência renal na palma da mão

 

Gerir a insuficiência renal na palma da mão

É uma aplicação que permite ter na palma da mão o controlo da doença. Idealizada pela Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), a aplicação móvel para gestão da doença renal está a ser concretizada através do apoio das Bolsas de Cidadania da Roche.

“My APIR” é uma aplicação para dispositivos móveis que pretende tornar o doente um agente ativo na gestão da sua doença: “É ter na palma da mão uma ferramenta que permite gerir a doença, registar dados e obter informações úteis”.

Marta Campos, coordenadora nacional da APIR, explica que foi realizado um inquérito aos associados antes de se construir a arquitetura da aplicação, no sentido de perceber que funcionalidades os doentes gostariam de ter na nova ferramenta digital.

Na aplicação, os doentes vão poder aceder a informação sobre os seus direitos, a conselhos de nutrição, a dados sobre a localização das clínicas de diálise em Portugal. Há ainda módulos interativos que permitem ao doente fazer um registo dos seus sintomas e de outros dados clínicos (como análises ou medição da tensão arterial). Está ainda incluída uma função que permite criar lembretes para a toma da medicação.

“São indicações úteis também para interagir com os profissionais de saúde em contexto de consulta”, salienta Marta Campos, destacando ainda que a associação teve apoio de um consultor médico para que toda a informação seja científica e rigorosa.

A APIR assume que vencer uma das Bolsas de Cidadania em 2019 foi crucial para o desenvolvimento deste projeto e para que a aplicação fosse o mais completa possível e correspondesse às necessidades dos doentes:

“Ao receber o primeiro prémio das Bolsas de Cidadania sentimos que foi dada muita confiança ao nosso projeto e foi o que permitiu concretizá-lo. É também uma forma de dar importância ao doente na gestão da sua doença. Os doentes são e devem ser pessoas cada vez mais informadas. A aplicação é mais uma ferramenta para ajudar o doente e para fazer com que tenha uma participação ativa no dia-a-dia da sua patologia”.

O lançamento da aplicação estava previsto para março, mas a situação de pandemia fez adiar um pouco a sua concretização, que ocorrerá em breve.

Em Portugal há cerca de 20 mil doentes renais na fase mais avançada da doença. Contudo, as estimativas mundiais apontam para que uma em cada dez pessoas tenha ou venha a desenvolver algum grau de insuficiência renal, o que significa 10% da população.

 

Revisitámos, assim, mais um dos projetos vencedores da edição de 2019 das Bolsas de Cidadania da Roche.

 

Na edição deste ano, a Roche recebeu 45 candidaturas, um número recorde nos seis anos de desenvolvimento da iniciativa.

Num valor total de 60 mil euros, as Bolsas procuram fomentar a participação dos cidadãos nos processos de decisão em saúde, a informação dos doentes sobre os seus direitos, assim como a sua participação nas decisões individuais de tratamento.

 

Os vencedores desta 6ª edição das Bolsas serão conhecidos e divulgados brevemente.

 

As bolsas a atribuir terão os seguintes valores:

20 mil euros (uma bolsa);

15 mil euros (uma bolsa);

10 mil euros (uma bolsa);

5 mil euros (três bolsas).