Com FPI a música é outra

Campanha alerta portugueses para doença respiratória rara e de difícil diagnóstico

 

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Respira - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas – aproveitaram a Semana Mundial da Fibrose Pulmunar Idiopática (FPI), que se realiza de 15 a 21 de Setembro de 2019, para desenvolver uma Campanha de Sensibilização com o nome: “Com FPI a música é outra”.

Em todos os concertos, há uma tosse algures na plateia. Uma tosse seca e persistente. Uma tosse que pode indiciar Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI). Este é o conceito da campanha, que visa alertar para esta doença rara, crónica e progressiva, que infelizmente regista uma taxa de mortalidade superior à de muitos cancros.

A sua gravidade deve-se à natureza da própria patologia, mas também aos desafios que existem ao nível do diagnóstico e ao pouco conhecimento sobre a doença na sociedade em geral

  • 9/10 doentes nunca ouviram falar de FPI até ao seu diagnóstico;
  • Os sintomas são inespecíficos e podem ser confundidos com outras doença;
  • Em média, demora 1-2 anos a ser diagnosticada.

A iniciativa, que conta com o apoio da Roche, pretende alertar os portugueses para a FPI e dar a conhecer os sintomas e alguns factos sobre a doença. Afinal, quanto mais cedo se diagnosticar e tratar, mais qualidade de vida é possível preservar!

Adicionalmente à tosse, existem outros sintomas para os quais os doentes deverão estar atentos, nomeadamente:

  • Falta de ar progressiva;
  • Perda de peso;
  • Debilidade e fraqueza.

?Esta é uma patologia que afeta mais frequentemente os homens, com idades compreendidas entre os 50 e os 70 anos, sendo a idade um fator de risco para o seu desenvolvimento. O tabagismo tem também sido associado ao aumento do risco de desenvolver FPI, podendo igualmente impactar o seu decurso.

Atualmente, o transplante pulmonar é a única cura para a FPI, mas apenas um pequeno número de doentes é elegível para esta abordagem. Trata-se de uma cirurgia complexa, com inúmeros riscos, que requer que o doente tenha um bom estado geral. É ainda necessário encontrar um dador adequado, o que pode demorar bastante tempo. O seu médico poderá ajudar a explicar melhor como funciona este processo.

Embora não sejam curativas, existem opções de tratamento disponíveis que podem abrandar a progressão da doença, como é o caso dos medicamentos antifibróticos.

Se tiver sido diagnosticado com FPI, informe-se e avalie as melhores opções de tratamento com o seu médico. O tratamento adequado e atempado pode ter um grande impacto na sua vida e na dos que o rodeiam!

Para saber mais sobre a FPI, consulte o site lutarcontraafpi.pt