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Abertura das candidaturas para 3ª edição da Academia para a Capacitação de Associações de Doentes

A partir de hoje, dia 18 de maio, estão abertas as candidaturas para a 3ª edição da Academia para a Capacitação de Associações de Doentes (ACAD), uma iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública, em parceria com a Roche.

A ACAD pretende ajudar as associações de doentes a adquirir um conjunto de conhecimentos fundamentais à sua atividade, para que exerçam uma participação ativa e significativa no sistema de saúde.

As candidaturas encontram-se abertas até ao dia 4 de junho e podem ser feitas através do site da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), estando disponíveis 30 vagas nesta nova edição da Academia.

As condições para apresentação das candidaturas podem ser consultadas também em https://www.ensp.unl.pt .

Com o objetivo central de capacitar as associações de doentes para novas competências e ajudá-las a adquirir melhores ferramentas de intervenção social, a ACAD avança agora para a sua 3ª edição, depois do sucesso das duas anteriores.

Duas edições que contaram com a participação de mais de 90 pessoas, de 37 associações de doentes.

“Tentamos dar às associações de doentes contributos para que comuniquem melhor as suas mensagens e para que tenham um melhor enquadramento de todo o sistema de saúde”, refere Rute Simões Ribeiro, coordenadora da ACAD na ENSP.

Trata-se, no fundo, de fornecer um conjunto de conhecimentos fundamentais à sua atividade, para que exerçam uma participação ativa e significativa no sistema da saúde.

“É também importante ajudá-las numa retórica que seja reconhecida pelas pessoas no sistema de saúde e que esteja alinhada com o sistema. E ajudar as associações a transformar o que sabem e o conhecimento que têm para que possam efetivamente contribuir nos processos de tomada de decisão”, explica Rute Simões Ribeiro.

O modelo desta terceira edição da Academia foi ligeiramente alterado e melhorado. Além dos conteúdos centrais da unidade formativa, os formandos poderão ter acompanhamento e aconselhamento mais individualizado para os ajudar a identificar outras necessidades formativas e a aceder a outros conteúdos da ENSP.

A oferta adicional desta 3ª edição contempla ainda uma consultoria a projetos de investigação que as associações de doentes estejam ou queiram vir a desenvolver.

Do programa formativo fazem ainda parte visitas de campo a algumas instituições, com realização prevista para final do ano, mas cuja concretização poderá ser revista em função do contexto de pandemia que vivemos.

Para a Roche, parceira desta iniciativa, a ACAD tem tido o mérito de conseguir juntar as diversas associações de doentes, fazendo com que se conheçam melhor umas às outras.

“Juntas podem ser mais fortes, porque muitos dos desafios colocados às associações e aos seus doentes são desafios comuns e transversais”, refere Cristina Ventura, que na Roche tem sido o ponto de contacto com as associações de doentes.

A Academia conseguiu, assim, criar uma plataforma de contactos e de necessidades, mostrando que as associações podem, juntas, ter impacto não só em cada um dos seus associados, mas indo muito mais além disso.

“As associações, alinhadas e organizadas, podem falar a uma só voz em nome dos doentes”, realça Cristina Ventura.

Ao dar ferramentas às associações para serem uma voz mais ativa, a ACAD pode ainda contribuir para o desígnio de colocar o doente efetivamente no centro do sistema de saúde.

Pela Roche, Cristina Ventura destaca o “orgulho gigante” neste projeto da ENSP e sobretudo nas associações de doentes, pela forma como “têm sabido tirar o melhor proveito” da Academia.

As candidaturas à 3ª edição da ACAD decorrem até 4 de junho e a conferência de abertura está prevista para 16 de junho e será realizada online.