Pelo Dr. Markus Borner
Nos últimos cinco anos, tratei muitos doentes recorrendo tanto a terapêuticas intravenosas (I.V.) e a comprimidos ou cápsulas, e não nos devíamos esquecer de que algumas pessoas com terapêuticas combinadas têm de se submeter a ambas. Tido isto, as pessoas tratadas exclusivamente com quimioterapia oral têm, sem dúvida, uma qualidade de vida melhor que as pessoas com quimioterapia I.V. São diversas as razões para isso:
I.V. é invasivo, ao passo que os comprimidos e as cápsulas são não-invasivas (não são necessários catéteres I.V.) I.V. exige o tratamento presencial no hospital, ao passo que as terapêuticas orais podem ser tomadas em casa I.V. pode aumentar o risco de infecção num momento em que o sistema imunológico pode já se encontrar enfraquecido I.V. pode implicar limitações sérias à actividade física, por exemplo estar sentado, andar, nadar os tratamentos I.V. requerem frequentemente períodos de afastamento do escritório e interrupções à rotina de trabalho, ao passo que os doentes que se sintam suficientemente bem, podem manter um estilo de vida mais próximo do que lhes é habitual se estiverem a tomar quimioterapia oral os doentes estão sujeitos a menos dor, uma vez que são necessárias menos ou nenhuma linha I.V. os doentes têm um maior sentido de autonomia, pois são responsáveis por tomar a sua própria medicação em casa em vez de a receberem de um enfermeiro no hospital os doentes têm mais tempo disponível para passar em casa com a família e amigos, em vez de o passarem no hospital a receber a medicação por via I.V.Apesar de os tratamentos orais não estarem disponíveis para todos os doentes nem para todos os tipos de cancro, poderá discutir esta opção com o seu médico. O desenvolvimento científicopermite que, cada vez um maior número de cancro possa ser tratado com quimioterapia oral. O tipo e estadio da doença, juntamente com os tratamentos que está a fazer ou fez anteriormente determinarão se a quimioterapia oral é adequada ao seu caso.

