Tratamento do linfoma não-Hodgkin: Transplante de medula óssea - www.linfoma.com.pt

TRATAMENTO DO LINFOMA NÃO-HODGKIN: TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA


O transplante de medula óssea pode ser autólogo (utilizando as células do próprio doente), embora na maioria dos casos seja alogénico (utilizando células de um dador compatível)

O transplante de medula óssea é uma variante do transplante de células estaminais de sangue periférico. Nos transplantes de células de sangue periférico, as células estaminais são mobilizadas da medula óssea para o sangue, de onde podem ser facilmente extraídas. No transplante de medula óssea, as células estaminais são extraídas da própria medula óssea, o que requer anestesia geral.

O doente com linfoma não-Hodgkin pode submeter-se a transplante de medula óssea autólogo ou alogénico, dependendo em grande parte da gravidade da doença, das instalações e da experiência do hospital, e da adequabilidade da sua medula óssea ou da existência de um dador compatível. O transplante de células estaminais de sangue periférico tem vindo gradualmente a substituir o transplante de medula óssea.

No transplante de medula óssea autólogo e alogénico, uma semana ou duas antes de ser extraída medula óssea, procede-se à colheita de 0,5-1 litro de sangue do próprio doente ou do dador compatível.

Durante o procedimento, as células são extraídas da medula óssea do osso pélvico, sob anestesia geral, e a medula óssea é guardada até ser necessária. Após este procedimento o doente permanece, na maioria dos casos, durante uma noite no hospital. Dado que este procedimento é complexo, quer as células estaminais sejam provenientes do doente quer do dador compatível, só está indicado em doentes saudáveis com menos de 65 anos de idade.

De forma a eliminar as células cancerígenas que possam ter permanecido no organismo, o doente é depois submetido a doses elevadas de quimioterapia, por vezes associada a radioterapia, o que destrói a medula óssea (mieloablação) e enfraquece o sistema imunitário (imunossupressão). O tratamento dura alguns dias e é administrado no hospital.

Seguidamente, realiza-se o transplante através da injecção das células estaminais, dos próprios doentes ou de um dador, no doente, quase sempre através de uma veia central.

O doente tem de permanecer no hospital enquanto a medula óssea recupera. Dado que durante este período o risco de infecção é elevado, devem ser tomadas precauções especiais, designadamente a administração de antibióticos e a prestação de cuidados especiais de enfermagem. Pode ser necessário  realizar transfusões de sangue.

Quando a medula óssea e o número de células sanguíneas regressam aos valores normais, o doente tem alta hospitalar e é acompanhado em regime ambulatório.

Os transplantes de células de sangue periférico autólogo e alogénico apresentam diferenças significativas que devem ser debatidas com a equipa médica antes de se iniciar o tratamento.

 

 

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As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

 

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