TRATAMENTO DO LINFOMA NÃO-HODGKIN: TRANSPLANTE DE CÉLULAS DE SANGUE PERIFÉRICO

No transplante de células de sangue periférico, que é a forma mais frequente de transplante de células estaminais, as células estaminais são retiradas da circulação sanguínea e não da medula óssea. Os doentes com linfoma não-Hodgkin podem ser submetidos a transplante autólogo ou alogénico se as suas células estaminais forem adequadas e se existir um dador compatível. 

Em ambos os casos, deve-se estimular a produção de células estaminais a transplantar na medula óssea e a sua difusão no sangue. Este processo realiza-se através da injecção de proteínas denominadas factores de crescimento dos granulócitos (um tipo de glóbulos brancos) (G-CSF), naturalmente produzidas pelo organismo. O factor de crescimento é administrado diariamente através de uma injecção subcutânea  durante um período de 4 a 5 dias.

A colheita de células estaminais para o transplante é feita através de uma máquina denominada separador de células em que as células estaminais são retiradas do sangue de uma veia do braço e novamente infundidas no doente. Este processo pode obrigar a que o doente permaneça no hospital durante algumas horas ao longo de vários dias. Não é um procedimento doloroso nem requer anestesia geral. As células são conservadas até serem necessárias.

De forma a eliminar as células cancerígenas que possam ter permanecido no organismo, o doente é submetido a doses elevadas de quimioterapia, associadas por vezes a radioterapia, o que destrói a medula óssea (mieloablação) e enfraquece o sistema imunitário (imunossupressão). O tratamento demora alguns dias e é administrado no hospital.

Seguidamente, realiza-se o transplante que consiste na perfusão intravenosa das células estaminais, dos próprios doentes ou do dador. Este procedimento geralmente é realizado através de uma veia central ou seja numa veia de grande calibre.

O doente permanece no hospital até que a medula óssea recupere. Dado que durante este período o risco de infecção é elevado, são tomadas precauções especiais, nomeadamente a administração de antibióticos e a prestação de cuidados especiais de enfermagem. Pode ser necessário realizar  periodicamente transfusões de sangue.

Quando a medula óssea e o número de células no sangue retomam aos valores normais, o doente tem alta hospitalar e é acompanhado em regime ambulatório.

Ao contrário da medula óssea, as células estaminais podem ser colhidas sem a administração de anestesia geral.

Os transplantes de células de sangue periférico autólogo e alogénico apresentam diferenças significativas.

 

 

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As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

 

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