TRATAMENTO DO LINFOMA NÃO-HODGKIN: QUIMIOTERAPIA
EFEITOS SECUNDÁRIOS POSSÍVEIS

Muitas pessoas receiam os efeitos secundários da quimioterapia. No entanto, é importante lembrar que:

          • Nem todos doentes têm efeitos secundários
          • Diferentes fármacos podem causar diferentes efeitos secundários
          • Os efeitos secundários, caso ocorram, podem ser ligeiros
          • Muitos efeitos secundários podem ser eliminados ou tornados mais toleráveis

Muitos efeitos secundários resultam dos efeitos que a quimioterapia exerce nas células normais do organismo. Dado que a quimioterapia interfere no crescimento e na divisão celular, especificamente nas células de divisão rápida, as áreas mais afectadas são aquelas em que as células normais crescem e se dividem mais rapidamente:

  • A mucosa do sistema digestivo, que inclui a boca, a garganta (ou 'esófago'), o estômago e os intestinos - os efeitos secundários possíveis são boca ou garganta inflamadas, diarreia ou obstipação
  • A pele e o cabelo - pode ocorrer enfraquecimento ou queda do cabelo, na maioria dos casos gradual, e ocorrendo 2 a 3 semanas após o início da quimioterapia. Depois de terminada a quimioterapia, o cabelo volta a crescer, geralmente à mesma taxa do que antes da quimioterapia. A maioria das pessoas volta a ter o cabelo normal após 6 meses. Por vezes, o cabelo fica mais macio e encaracolado do que anteriormente e a sua cor pode sofrer uma ligeira alteração.  Nem todos fármacos para quimioterapia provocam queda do cabelo
  • A medula óssea, onde as células sanguíneas são fabricadas - pode reduzir-se o número de células no sangue, causando problemas como maior probabilidade de hemorragias ou hematomas e maior propensão para infecções.  Os doentes devem relatar à equipa médica a ocorrência de hemorragias ou hematomas não habituais ou quaisquer sintomas de infecção ou febre enquanto estão a fazer quimioterapia. A realização periódica de hemogramas durante o tratamento é útil para se determinar se a contagem de células sanguíneas está demasiado baixa.  Neste caso, as sessões seguintes de quimioterapia pode ser adiadas ou a dose reduzida para permitir a recuperação da medula óssea

As  náuseas e os vómitos são também efeitos secundários muito frequentes da quimioterapia. Estes efeitos dependem dos fármacos quimioterapêuticos utilizados e do doente, pelo que nem sempre é possível antever quem irá ser afectado ou em que grau. Algumas pessoas não sofrem quaisquer efeitos.  Os efeitos secundários costumam ocorrer nos primeiros minutos ou horas após a administração da quimioterapia. Podem durar desde algumas horas a dias - cada doente é diferente. Existem fármacos que podem eliminar as náuseas.

A perda de apetite, frequentemente associada a alteração do paladar é um efeito secundário muito frequente da quimioterapia. Muitas pessoas manifestam igualmente cansaço geral e letargia durante o tratamento. Algumas pessoas também revelam estar mais irritáveis do que habitualmente.

Outros potenciais efeitos secundários resultam do facto de após a morte da célula esta ser decomposta no organismo. Uma das substãncias produzida por este processo é o ácido úrico. Normalmente o ácido úrico é dissolvido na urina e eliminado do organismo.

No entanto, a quimioterapia mata muito mais células do que o normal, o que leva à produção de mais ácido úrico do que os rins conseguem remover. Quando isto acontece, o ácido úrico pode concentrar-se no sangue e cristalizar nos rins sob a forma de pedras, causando um tipo de artrite nas articulações. Se esta situação não for tratada, pode tornar-se bastante grave, originando mesmo insuficiência renal.

Pode-se administrar um fármaco na fase inicial de alguns regimes de quimioterapia, geralmente sob a forma de comprimidos, destinado-se a reduzir a formação de ácido úrico pelo organismo. Isto mantém os produtos derivados da decomposição da célula numa forma mais solúvel para que sejam mais fácil e inofensivamente eliminados pela urina.

Alguns fármacos para quimioterapia afectam a fertilidade. Por exemplo, na mulher os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou ausentes, ao passo que no homem a contagem de esperma pode baixar. Embora isto possa ser temporário, a infertilidade pode tornar-se permanente com alguns tratamentos, pelo que esta questão deve ser discutida antes do tratamento.

Entre os efeitos possivelmente permanentes contam-se: efeitos a longo prazo no coração, nos nervos sensoriais e risco aumentado de desenvolver outros cancros em fases mais avançadas da vida.  Em todos estes casos, os riscos a longo prazo devem ser ponderados contra os benefícios prováveis do tratamento. Estas questões devem ser debatidas com o seu médico antes do tratamento.

 

 

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso.

As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

 

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