LINFOMA NÃO HODGKIN: BAIXO NÚMERO DE CÉLULAS SANGUÍNEAS

Os doentes com linfoma não-Hodgkin podem apresentar baixo número de células sanguíneas, quer devido à própria doença quer ao tratamento.  Os tipos principais de células sanguíneas são os glóbulos vermelhos, as plaquetas e os glóbulos brancos, e a sua baixa contagem pode originar diversas situações.

A anemia deve-se ao baixo número de glóbulos vermelhos, situação que leva, quase sempre, a que o doente se sinta muito cansado e  com falta de força. Isto deve-se à diminuição dos níveis de oxigénio no organismo.  Se o doente manifestar sintomas de anemia ou estiver a realizar tratamento oncológico, a equipa médica pode solicitar hemogramas (exames ao sangue) para avaliar os níveis de hemoglobina.

Caso se verifique que o doente tem anemia podem administrar-se tratamentos com factores de crescimento para aumentar a produção de glóbulos vermelhos, suplementos de ferro, ou transfusões de sangue se forem necessárias. A equipa médica decidirá qual a melhor opção para si e pode também sugerir algumas alterações aos hábitos alimentares do doente, recomendando a ingestão de carne vermelha, espinafres e cereais enriquecidos, todos eles contendo ferro. 

A trombocitopenia consiste na diminuição acentuada do número de plaquetas no sangue, causando hematomas (nódoas negras), hemorragias do nariz ou da boca, e pontos vermelhos na pele que são chamados petéquias.

Os doentes podem também desenvolver hemorragias internas, sobretudo nos intestinos, manifestadas pela presença de sangue nos vómitos ou nas fezes, ou hemorragia cerebral. A equipa médica pode ter de fazer transfusões de plaquetas para parar ou prevenir uma hemorragia, ou administrar fármacos para aumentar o número de plaquetas no sangue.

Após tratamentos como a quimioterapia e a radioterapia, os doentes com linfoma não-Hodgkin apresentam baixo número de glóbulos brancos no sangue (neutropenia), o que aumenta o risco de contraírem infecções.

O doente deve ser vigiado regularmente pela equipa médica, para além de realizar hemogramas que permitem avaliar o número de glóbulos brancos que estão a ser produzidos pelo organismo. No entanto, é importante que o doente seja informado sobre os efeitos secundários associados aos níveis baixos de glóbulos brancos e que contacte a equipa médica assim que começar a sentir sintomas.

Se desenvolver tosse ou febre, com temperaturas acima dos 38oC, hematomas ou hemorragias inexplicadas, calafrios ou sudação, ou se sentir subitamente mal apesar de a sua temperatura ser normal, o doente deve contactar imediatamente o hospital, sobretudo se não estiver certo quanto à natureza ou duração da febre, situação em que é sempre melhor saber como proceder do que esperar.

Existem algumas formas simples de o doente reduzir o risco de infecção, designadamente:

  • Lavar sempre as mãos antes de preparar os alimentos.
  • Evitar cortar-se ou arranhar-se utilizando luvas para a jardinagem ou a lida da casa.
  • Evitar multidões e pessoas constipadas e engripadas, na medida do possível.
  • Alguns médicos recomendam que o doente não efectue tratamentos dentários durante a quimioterapia, dado poder aumentar o risco de infecção da boca.
  • Não nadar, devido ao risco de contrair uma infecção através da água. O doente pode também contrair uma infecção numa piscina com muitas pessoas ou nos balneários.
  • Evitar multidões durante a prática de outros desportos ou actividades sociais.
  • Ao planear férias no estrangeiro, o doente devem questionar o seu médico sobre a toma de vacinas que devem ser evitadas, tais como as do sarampo, papeira, rubéola e MMR, poliomielite, febre tifóide, BCG e febre amarela.

 

 

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso.

As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

 

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