A INFECÇÃO COMO FACTOR DE RISCO PARA O LINFOMA NÃO-HODGKIN

Tem-se verificado que diversas infecções virais estão associadas ao risco de desenvolvimento de linfoma não-Hodgkin, entre as quais se contam:

  • Vírus da imunodeficiência humana (o vírus que causa o HIV/SIDA)
  • Vírus humano da leucemia de células T (HTLV-1)
  • Vírus Epstein-Barr (EBV)

Tem-se verificado que diversas infecções virais estão associadas a risco acrescido de desenvolver linfoma não-Hodgkin

As pessoas positivas para o HIV têm maior probabilidade de desenvolver linfoma não-Hodgkin do que a restante população. O aparecimento do linfoma não-Hodgkin numa pessoa positiva para o HIV pode estar associado ao estadio de SIDA.

Este risco acrescido deve-se provavelmente à supressão do sistema imunitário causada pela infecção por HIV. O linfoma não-Hodgkin associado a SIDA apresenta muitas vezes características invulgares ou ocorre em locais pouco habituais, em comparação com os outros tipos de linfomas não-Hodgkin.

O vírus Epstein-Barr é um vírus comum e afecta muitas pessoas em determinada altura da vida, provocando uma infecção de curta duração. Porém, num número extremamente limitado de casos, está associado ao linfoma de Burkitt e a formas de linfoma não-Hodgkin associadas a imunossupressão.

O vírus humano da leucemia de células T (HTLV-1), originário do Japão e das Caraíbas, é também uma causa extremamente rara de linfoma não-Hodgkin, apresentando um longo intervalo entre a infecção pelo vírus e o desenvolvimento da doença.

As infecções bacterianas estão muito menos vezes associadas a linfoma não-Hodgkin do que as virais. No entanto, a infecção por Helicobacter pylori, que pode causar úlceras gástricas e afectar o esófago, está associada a uma forma relativamente rara de linfoma chamada linfoma MALT, que surge habitualmente no estômago. Os antibióticos para erradicar as infecções bacterianas são quase sempre eficazes para curar esta afecção se administrados precocemente.

 

 

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As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

 

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