LINFOMA NÃO-HODGKIN INDOLENTE: O QUE ESPERAR

Os doentes com linfoma não-Hodgkin indolente num estadio inicial (estadio I -II), confinado a apenas um ou dois grupos de gânglios linfáticos aquando do diagnóstico, o que é bastante raro, podem ser submetidos a radioterapia. Num grande número de casos, este tratamento pode levar à cura.

Os doentes com linfoma não-Hodgkin indolente de estadio avançado (estadio III-IV) mas sem sintomatologia aquando do diagnóstico não necessitam habitualmente de iniciar tratamento, podendo ser utilizada uma abordagem de "observar e esperar".

Quando os sintomas se desenvolvem e no caso de doentes sintomáticos na altura do diagnóstico, é necessário iniciar o tratamento, sendo o mais frequente a quimioterapia, combinada ou não com anticorpos monoclonais. Pode também administrar-se radioterapia associada à quimioterapia para tratar aglomerados de tecidos linfáticos. Entre outros tratamentos disponíveis contam-se a terapêutica com anticorpos monoclonais isolada, a radioimunoterapia ou a quimioterapia em doses elevadas seguida de transplante de medula óssea.

Embora não seja possível antever a resposta do doente ao tratamento, em cerca de 75% dos casos de linfoma não-Hodgkin indolente de estadio avançado ocorre remissão. O tempo médio de sobrevivência situa-se entre os sete e os dez anos. A maioria dos doentes que sofrem desta forma da doença manifestam recidivas/recaídas, apesar do tratamento inicial bem sucedido. O período decorrido entre o tratamento e a recidiva/recaída pode variar, sendo geralmente de 1,5 a 4 anos.

Os doentes cujo linfoma não responde ao tratamento de primeira linha e naqueles em que o linfoma recidivou, podem experimentar-se outros tratamentos ou combinações terapêuticas.

A escolha do melhor tratamento para a recidiva/recaída da doença depende de muitos factores. A alguns doentes mais idosos pode ser recomendada a abordagem 'observar e esperar' caso não apresentem sintomas perturbadores. No entanto, a maioria dos doentes são tratados com quimioterapia combinada, frequentemente associada com terapêutica de anticorpos monoclonais.

Se o linfoma não-Hodgkin indolente recidivar/recair para uma forma agressiva, pode experimentar-se a quimioterapia em doses elevadas com ou sem transplante de células estaminais. Se o tratamento em doses elevadas não for possível, habitualmente recorre-se a terapêutica paliativa.

Para mais informações sobre este tema, consulte Tratamentos do linfoma não-Hodgkin.

 

 

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