MELANOMA: SINAIS E SINTOMAS

Um dos aspetos a considerar e a valorizar é a mudança de características de um sinal pré-existente, nomeadamente alteração no tamanho, forma, cor, textura, aparecimento de prurido (comichão), exsudado (corrimento) ou hemorragia.

O aparecimento de um novo sinal deve também ser valorizado. Quando surge de novo um sinal, os aspetos anteriormente referidos podem não ser tidos em conta.

Em caso de dúvida em relação a sinais prévios ou que surgem de novo, deverá sempre consultar um médico dermatologista.

No sentido de melhor perceber quais a características que deve valorizar, deve guiar-se pela mnemónica "ABCDE": [7-9]

  • Assimetria: a forma de uma metade não coincide com a outra.
  • Bordos: as margens são geralmente irregulares (não têm um aspeto homogéneo), o pigmento pode não estar contido totalmente na forma do sinal e poderá atingir a pele circundante.
  • Cor: a cor é desigual. Pode apresentar sombras de preto, castanho e um tom bronzeado. Podem também ser observadas zonas com cor mais clara, cinzenta, vermelha, rosa ou azul ou alteração da cor prévia do sinal.
  • Diâmetro: existe uma alteração no tamanho. Em geral há um crescimento com aumento do diâmetro da lesão.
  • Evolução: corresponde à evolução em termos de forma, aspeto ou tamanho do sinal e significa que houve uma mudança das suas características.

O aspeto dos melanomas pode variar muito. Alguns apresentam todas as características/alterações referidas na descrição “ABCDE”, enquanto outros podem apresentar alterações ou anomalias em apenas uma ou duas das características da “regra”. Daí a necessidade de consultar um médico dermatologista.

Além destes, outros aspetos a ter em consideração são o aparecimento de pequenas crostas (recém-formadas) sobre um nevo já existente e a alteração da textura (aumento da consistência ou aparecimento de relevo). Normalmente o melanoma não provoca dor.

No exame médico regular é feito um exame da pele.

É importante que faça também o seu autoexame. Ninguém melhor do que o próprio para detetar pequenas alterações de sinais pré-existentes ou aparecimento de novos sinais. Qualquer alteração na pele que considere relevante ou diferente deve ser referida ao médico assim que possível, de preferência a um médico dermatologista.

As possibilidades de cura são substancialmente maiores se o melanoma for diagnosticado e tratado numa fase inicial (localizado), em que é pouco espesso e não invade a pele em profundidade. [10]

No entanto, se não for removido numa fase inicial, as células tumorais podem disseminar-se e invadir em profundidade a pele ou tecidos/órgãos vizinhos. Nestas situações (doença avançada localmente ou metastizada) a doença é mais difícil de controlar.

NEVOS DISPLÁSICOS

Alguns sinais têm um aspecto anómalo, diferente dos restantes. Estes nevos são chamados de nevos displásicos ou sinais atípicos. Têm maior probabilidade de evoluir para melanoma, comparativamente aos sinais normais.

Na maior parte dos casos o número de nevos displásicos é reduzido. Devido ao risco de transformação maligna, estes sinais devem ser identificados e regularmente examinados tanto pelo doente como pelo seu médico, documentando devidamente cada alteração.

A olho nu,  o nevo displásico pode confundir-se com melanoma.

O médico dermatologista deverá avaliar a lesão e decidir se o sinal de aspeto anómalo deve ser apenas vigiado ou se, por outro lado, deve ser excisado e analisado. Só nessa altura poderá ser diagnosticado como lesão maligna ou não.

Em famílias em que várias elementos apresentam um grande número de nevos displásicos, o risco de melanoma é maior e os elementos da mesma devem ser avaliados em consulta de Dermatologia pelo menos uma vez, para estratificação de risco e para definir um plano de seguimento/vigilância. [11]

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.