MELANOMA: SINAIS E SINTOMAS

Muitas vezes, o primeiro sinal de melanoma é uma alteração no tamanho, forma, cor ou textura de um sinal existente. A maioria dos melanomas apresenta uma zona preta ou preta-azulada; também pode surgir como um novo sinal: pode ser preto, anómalo ou com "mau aspecto".

Se tem alguma pergunta ou preocupação, acerca de algo na sua pele, consulte o médico. As imagens em seguida apresentadas não deverão servir para fazer um auto-diagnóstico; são exemplos úteis, mas nunca poderão substituir o exame médico.

Para ajudar a lembrar o que deverá ser vigiado, poderá pensar nas letras "ABCD":

  • Assimetria: a forma de uma metade não coincide com a outra.
  • Bordos: as margens são geralmente irregulares, biseladas, parecendo borradas ou irregulares; o pigmento pode espalhar-se para a pele circundante.
  • Cor: a cor é desigual; pode apresentar sombras de preto, castanho e um tom bronzeado. Também podem ser observadas zonas de branco, cinzento, vermelho, rosa ou azul.
  • Diâmetro: existe uma alteração no tamanho, que geralmente aumenta. Os melanomas são, por norma, maiores do que a borracha de um lápis (5 milímetros).

O aspecto dos melanomas pode variar muito. Muitos apresentam todas as características ABCD. No entanto, alguns podem apresentar alterações ou anomalias em apenas uma ou duas das características da regra "ABCD".

O melanoma, numa fase inicial, pode ser detectado quando um sinal existente sofre ligeiras alterações como, por exemplo, quando se forma uma nova zona negra. Outros sintomas comuns de melanoma são: aparecimento de pequenas crostas (recém-formadas) e/ou comichão num sinal existente. Num melanoma mais avançado, a textura do sinal pode modificar-se: pode tornar-se duro ou com protuberâncias. O melanoma pode ter uma aparência diferente de um sinal comum. Os tumores mais avançados podem fazer comichão, exsudar ou sangrar. Regra geral, o melanoma não provoca dor.

No exame médico de rotina, é feito um exame da pele. É importante que a própria pessoa faça o exame da pele, para verificar se tem novas saliências ou quaisquer outras alterações. Qualquer alteração na pele (ex.: num sinal) deve ser imediatamente referida ao médico. A pessoa poderá ser vista por um dermatologista (médico especializado em doenças da pele).

O melanoma pode ser curado, se for diagnosticado e tratado enquanto o tumor é fino e não invadiu a pele, em profundidade. No entanto, se não for removido numa fase inicial, as células cancerígenas podem disseminar-se e crescer para o interior da pele, invadindo tecidos saudáveis. Quando um melanoma se torna espesso e profundo, significa que a doença está disseminada, muitas vezes para outras partes do corpo, tornando-se difícil de controlar.

Uma pessoa que já tenha tido um melanoma, tem um risco aumentado de voltar a ter melanoma. Uma pessoa em risco de ter melanoma, deve observar cuidadosa e regularmente a sua pele; deverá fazer exames clínicos regulares à pele.

NEVOS DISPLÁSICOS

Algumas pessoas têm determinados sinais de aspecto anómalo, chamados nevos displásicos ou sinais atípicos; estes sinais têm maior probabilidade de evoluir para melanoma, comparativamente aos sinais normais. A maioria das pessoas tem poucos nevos displásicos. Estes sinais devem ser examinados regularmente, para detectar quaisquer alterações.

Muitas vezes o nevo displásico confunde-se com melanoma. O dermatologista deverá decidir se um sinal de aspecto anómalo deve ser apenas monitorizado ou se, por outro lado, deve ser removido e analisado; só assim se poderá verificar se é cancerígeno.

Em algumas famílias, várias pessoas apresentam um grande número de nevos displásicos e algumas já tiveram melanoma. Qualquer membro destas famílias tem um risco elevado para ter melanoma. Nestes casos, é recomendável que sejam feitos exames regulares, para que qualquer problema possa ser detectado precocemente. O médico poderá tirar fotografias da pele, para verificar o aparecimento de quaisquer alterações.

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.