MELANOMA: FATORES DE RISCO

Não existe uma causa única para o desenvolvimento de melanoma.

Estão descritos e são conhecidos fatores que aumentam o risco de desenvolver melanoma. Ter um fator de risco para o desenvolvimento de melanoma não significa que a doença se desenvolverá em todos os casos. O inverso também é verdade. Não ter fatores de risco identificáveis para o desenvolvimento de melanoma não é garantia de não ter melanoma. Um fator de risco é descrito como qualquer característica que aumente o risco de um determinado acontecimento.

Globalmente, e de forma não exaustiva, os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de melanoma são:

  • Pele clara: o risco é maior em pessoas com pele clara (em comparação com pele escura), que facilmente “apanha escaldões”, com dificuldade em bronzear ou que bronzeia pouco, e em doentes com as vulgares “sardas”. Em geral são pessoas com cabelo loiro ou ruivo e olhos claros.
  • Exposição prolongada ao sol
  • Queimaduras solares graves, com feridas ou bolhas: doentes com  história pessoal de queimadura solar grave, com formação de bolhas, sobretudo durante a infância ou adolescência, têm risco aumentado para o desenvolvimento de melanoma, tendo em conta a função de “memória” da pele. É aconselhável que a pele das crianças seja protegida do sol, nomeadamente utilizando protetores solares, evitando a exposição solar nas horas de maior calor e usando roupa protetora. A proteção solar poderá reduzir o risco de melanoma. As queimaduras solares, em idade adulta, também são um fator de risco para desenvolvimento de melanoma.
  • Radiação UV: [5, 6] A exposição à radiação UV parece também ser um fator de risco para o desenvolvimento de melanoma. A radiação solar UV provoca envelhecimento prematuro e danos na pele. As fontes artificiais de radiação UV, nomeadamente os solários, aumentam o risco de melanoma. Por este motivo, a exposição aos raios UV provenientes de fontes artificiais deve ser evitada.
  • Nevo displásico: Um nevo (sinal) atípico ou displásico é um nevo cuja aparência se distingue dos nevos comuns. São geralmente maiores, com bordos irregulares, cor variável (que pode ser diferente dos restantes nevos), podendo ter ou não relevo (ver abaixo). A probabilidade de um doente com nevos displásicos vir a desenvolver um melanoma é maior do que a de um doente com nevos não displásicos. O risco também é maior em pessoas com um grande número de nevos displásicos.
  • Presença de muitos nevos (mais de 50): doentes com elevado número de nevos, em geral mais de 50, têm um risco aumentado de desenvolver melanoma, quando comparado com a população em geral.
  • História pessoal de melanoma ou cancro da pele: as pessoas com história pessoal de melanoma apresentam um risco mais elevado de ter um segundo melanoma.
  • História familiar de melanoma: por vezes o melanoma ocorre em várias pessoas da mesma família. Ter dois ou mais familiares próximos que tiveram melanoma é um fator de risco. Quando o melanoma ocorre com mais frequência numa família, os familiares diretos devem ser avaliados, pelo menos uma vez, em consulta de Dermatologia, para definir o plano de vigilância.
  • Sistema imunitário enfraquecido: pessoas cujo sistema imunitário está enfraquecido/comprometido por outras doenças (por exemplo: tumores malignos, HIV, etc.), ou pela administração de medicamentos após transplante de órgãos que diminuem a ação do sistema imunitário, têm risco aumentado de desenvolver melanoma.
Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico.