O tratamento do cancro uterino pode envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Algumas pessoas fazem uma combinação de tratamentos.
O médico poderá falar consigo sobre as possíveis escolhas de tratamento, e resultados esperados, tendo em consideração os benefícios esperados e possíveis efeitos secundários de cada opção terapêutica.
Poderá perguntar ao médico sobre a possibilidade de participar num ensaio clínico, ou seja, num estudo de investigação de novos métodos de tratamento.
A maioria das mulheres com cancro no útero faz uma cirurgia, para remoção do útero (histerectomia), através de uma incisão no abdómen. O médico remove, ainda, as Trompas de Falópio e ambos os ovários; este procedimento é designado por salpingo-ooforectomia bilateral.
O médico pode, também, remover os gânglios linfáticos na região do tumor, para ver se há envolvimento tumoral. Se as células cancerígenas tiverem "chegado" aos gânglios linfáticos, pode significar que a doença já metastizou para outras partes do corpo. Se as células cancerígenas não tiverem metastizado além do endométrio, pode não ser necessário qualquer tratamento adicional. O internamento no hospital, pode variar de alguns dias a uma semana.
Relativamente à cirurgia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:
A radioterapia usa raios de elevada energia, para matar as células cancerígenas; tal como a cirurgia, é um tratamento local e, como tal, afecta apenas as células cancerígenas na zona tratada.
Algumas pessoas com cancro no útero, de estadio I, II ou III, necessitam de fazer cirurgia e radioterapia; podem fazer a radiação antes da cirurgia, para diminuir o tumor, ou após a cirurgia, para destruir quaisquer células cancerígenas que tenham ficado na zona do tumor. O médico pode, também, sugerir o tratamento com radioterapia a pessoas que não possam fazer cirurgia.
No tratamento do cancro no útero, podem ser utilizados dois tipos de radioterapia:
Em determinadas situações, pode ser feita uma combinação dos dois tipos de radioterapia.
Antes de iniciar a radioterapia, poderá querer colocar algumas questões ao médico:
A terapêutica hormonal impede que as células cancerígenas "tenham acesso" às hormonas naturais do nosso organismo - estrogénios e progesterona -, das quais necessitam para se desenvolverem. As hormonas podem ligar-se a receptores de hormonas, provocando alterações no tecido uterino. Se os testes laboratoriais demonstrarem que o cancro no útero tem receptores hormonais, ou seja, que é "positivo para os receptores hormonais", pode fazer terapêutica hormonal.
A terapêutica hormonal é uma terapêutica sistémica, tendo em conta que os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo. Geralmente, o tratamento hormonal é semelhante à progesterona, administrada na forma de um comprimido.
O médico pode usar a terapêutica hormonal em pessoas com cancro no útero que não possam fazer cirurgia ou radioterapia. Pode, ainda, fazer tratamento hormonal se o cancro no útero tiver metastizado, para os pulmões ou para outros locais distantes, ou em pessoas com recidiva de cancro no útero, ou seja, cujo cancro tenha reaparecido.
Antes de iniciar a terapêutica hormonal, poderá querer colocar algumas questões ao médico: