Em Portugal, o cancro no útero é o mais comum, considerando os tumores do sistema reprodutor feminino; representa cerca de 6% de todos os cancros nas mulheres.
A investigação constante, numa área de intervenção tão importante como o cancro no útero é, inquestionavelmente, necessária; cada vez se sabe mais sobre as suas causas, sobre a forma como se desenvolve e cresce, ou seja, como progride. Estão, também, a ser estudadas novas formas de o prevenir, detectar e tratar, tendo sempre em atenção a melhoria da qualidade de vida das pessoas com cancro, durante e após o tratamento, bem como a diminuição da probabilidade de morte por cancro no útero.
O útero é uma parte do sistema reprodutor da mulher. É um órgão oco, em forma de pêra, onde os bebés crescem. O útero encontra-se na pélvis, entre a bexiga e o recto.
A porção estreita e inferior do útero é o colo ou cérvix. A zona intermédia, mais larga, do útero, é o corpo. O topo, de forma abobadada, é o fundo. As Trompas de Falópio estendem-se de cada lado do topo do útero, até aos ovários.
A parede do útero tem duas camadas de tecido: uma camada interna, ou de revestimento, chamada endométrio, e uma camada muscular externa, o miométrio.
Em mulheres em idade fértil, ou seja, que possam engravidar, todos os meses a parede do útero aumenta de volume e torna-se mais espessa, como forma de se preparar para uma possível gravidez. Se a mulher não engravidar, esse espessamento "adicional" e sanguíneo flúi, para fora do organismo, através da vagina: menstruação ou período menstrual.
Estados benignos do útero :
Para prevenir que a hiperplasia endometrial evolua para cancro, o médico pode recomendar uma cirurgia para remover o útero (histerectomia) ou o tratamento com hormonas (progesterona), bem como exames regulares de acompanhamento.
Quando o tumor do útero se espalha, ou seja, metastiza para fora do útero, as células cancerígenas são, muitas vezes, encontradas nos gânglios linfáticos vizinhos, nos nervos ou nos vasos sanguíneos. Se o cancro já estiver disseminado nos gânglios linfáticos pode, também, ter metastizado para outros gânglios linfáticos, mais distantes, ou mesmo para outros órgãos, como os pulmões, o fígado e os ossos.
Quando o cancro metastiza, o novo tumor tem o mesmo tipo de células anormais do tumor primário. Por exemplo, se o cancro no útero metastizar para os pulmões, as células cancerígenas nos pulmões serão células de cancro uterino; neste caso, estamos perante um cancro uterino metastizado, e não um tumor do pulmão, devendo ser tratado como tal.
O tipo de cancro no útero mais comum, tem origem no revestimento do útero, ou seja, no endométrio; é designado por tumor endometrial, tumor uterino ou cancro do útero. Um outro tipo diferente de cancro, também no útero, é o sarcoma uterino; desenvolve-se no músculo, isto é, no miométrio. Existe, ainda, um tipo de tumor que tem início no colo do útero, também designado por cancro do colo do útero ou cancro do cérvix.
