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CANCRO DO COLO DO ÚTERO: FORMAS DE DETECÇÃO

O rastreio é fundamental para detectar alterações cervicais antes da manifestação de sintomas. O rastreio permite ao médico detectar células anómalas antes do cancro se desenvolver. A identificação e o tratamento de células anómalas pode prevenir a maioria dos cancros cervicais. O rastreio pode, também, ser útil para detectar cancros precoces, numa altura em que o tratamento tem maior probabilidade de ser eficaz.

Nas últimas décadas, o número de casos de cancro do colo do útero diagnosticados anualmente tem vindo a diminuir, fenómeno que os médicos atribuem sobretudo ao sucesso do rastreio.

Os médicos recomendam às mulheres que efectuem regularmente o exame de Papanicolau, de forma a reduzir o risco de desenvolver cancro do colo do útero. O exame de Papanicolau (por vezes designado por esfregaço Papanicolau ou esfregaço cervical) é um procedimento simples utilizado para analisar as células cervicais que, em geral, não é doloroso. O exame de Papanicolau realiza-se num consultório médico ou clínica, durante o exame pélvico. O médico ou a enfermeira recolhe (“raspa”) uma amostra de células do colo do útero, colocando-as, posteriormente, numa lâmina de vidro (esfregaço). Num tipo novo de exame de Papanicolau (citologia líquida), as células são mergulhadas num pequeno recipiente com líquido; um aparelho especial coloca as células nas lâminas. Nos 2 tipos de exame de Papanicolau, o laboratório analisa ao microscópio as células nas lâminas para detecção de quaisquer anomalias.

Os exames de Papanicolau podem detectar cancro do colo do útero ou células anómalas, que podem levar ao desenvolvimento deste tipo de cancro. Em geral, os médicos recomendam o seguinte:

  • As mulheres devem começar a realizar o exame de Papanicolau 3 anos após terem iniciado a sua actividade sexual ou aos 21 anos (o que ocorrer primeiro).

  • A maioria das mulheres deverá realizar um exame de Papanicolau, pelo menos, de 3 em 3 anos.

  • As mulheres com idades compreendidas entre os 65 e os 70 anos e que, durante os últimos 10 anos, tenham realizado pelo menos três exames de Papanicolau com resultados normais e nenhum exame com alterações, podem decidir, depois de abordar a questão com o seu médico, deixar de realizar o rastreio do cancro do colo do útero.

  • As mulheres que tenham sido submetidas a histerectomia (cirurgia) para remoção do útero e do colo do útero, também designada por histerectomia total, não necessitam de realizar o rastreio do cancro do colo do útero. Contudo, se a cirurgia tiver constituído um tratamento para células pré-cancerígenas, deve-se continuar a realizar o rastreio. As mulheres devem falar com o médico sobre quando começar a realizar o exame de Papanicolau, a sua frequência e quando podem deixar de o fazer. Isto é particularmente importante para mulheres com risco aumentado para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.

Há situações que podem “esconder” células anómalas e afectar os resultados do exame de Papanicolau. Os médicos sugerem:

  • Não efectuar irrigação vaginal nas 48 horas anteriores ao exame.

  • Não ter relações sexuais nas 48 horas anteriores ao exame.

  • Não aplicar medicamentos vaginais (excepto por indicação expressa do médico) ou espumas, cremes ou geleias contraceptivas nas 48 horas anteriores ao exame.

Os médicos sugerem, também, a marcação de um exame de Papanicolau 10 a 20 dias após o primeiro dia do período menstrual.

Na maioria dos casos, as células anómalas detectadas no exame de Papanicolau não são cancerígenas. Contudo, com o passar do tempo, algumas alterações do colo do útero podem degenerar em cancro.

  • LSIL (lesão escamosa intraepitelial de baixo grau): as LSILs são alterações celulares moderadas na superfície do colo do útero. Essas alterações são, na maioria das vezes, provocadas por infecções por HPV. As LSILs ocorrem sobretudo em mulheres jovens. As LSILs não são consideradas cancro. Mesmo sem tratamento, a maioria das LSILs mantém o seu estado ou desaparece com o tempo. Contudo, algumas tornam-se lesões de alto grau que podem evoluir para cancro.

  • HSIL (lesão escamosa intraepitelial de alto grau): as HSILs não são consideradas cancro mas, se não forem tratadas, podem evoluir para cancro. As células pré-cancerígenas estão apenas na superfície do colo do útero. Têm um aspecto muito diferente do das células normais.

Poderá querer colocar ao médico as seguintes questões sobre o rastreio:

  • Quanto tempo demoram os resultados depois do exame?
  • Recomenda-me que faça o teste do HPV?
  • Quanto custa o exame? O meu seguro de saúde abrange exames de rastreio?





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