Ao longo da doença já terá sentido alguma ansiedade, apreensão, receio ou medo. Perante os desafios que o cancro coloca estes tipos de reacção são perfeitamente normais.
A ansiedade é um sentimento comum a qualquer ser humano. Todos nós estamos familiarizados com a ansiedade; faz parte integrante da nossa vida. Funciona como um alerta para situações perigosas que podem colocar em risco a nossa integridade física ou psicológica. A ansiedade motiva-nos para ter atitudes ou desempenhar acções que minimizam o perigo. Um nível médio ou baixo de ansiedade pode mesmo favorecer a concentração e a realização de tarefas. Em contrapartida, um nível de ansiedade muito elevado perturba o pensamento e a concentração, levando-nos a pensar unicamente nos possíveis perigos e ameaças. A ansiedade invade o nosso organismo, traduzindo-se sob a forma de suores, dores, sentimentos de desmaio, falta de ar, etc.
Quando a ansiedade resulta da percepção de um perigo real que põe em causa a nossa integridade, a melhor forma de a reduzir é afastar ou evitar esse perigo. E se a ansiedade excessiva resultar de um perigo que se julga ser real mas não o é?
Exemplos:
“A operação à próstata vai correr mal!”“Quando sinto aquela dor sei logo que a doença está a agravar-se!”“E se a quimioterapia não fizer efeito? Nada mais resta! Como me poderei tratar?”“Cada vez que saio de casa tenho medo que me aconteça algo. Estou sempre a pensar nos perigos que podem existir.”
Estes pensamentos mostram que estes doentes receiam perigos que ainda não aconteceram. Contudo, por acreditarem que vão acontecer sentem-se muito ansiosos. De que forma se manifesta essa ansiedade e ameaça?
Sob a forma de vários sintomas que representam a linguagem corporal da ansiedade. Os próprios sintomas perturbam a pessoa que os sente:
A maioria das pessoas já manifestaram estes sintomas de ansiedade.
