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DOR E DESCONFORTO

É possível que a sua doença ou os tratamentos lhe tenham causado alguma dor e desconforto. Hoje em dia existem medicamentos muito eficazes no combate à dor e a equipa médica que o/a acompanha poderá recomendar as melhores opções para o seu caso.

Contudo, o doente pode ter, também, um papel preponderante na minimização da dor e do desconforto físico. A intensidade da dor está muitas vezes associada a factores psicológicos e emocionais que podem aumentar a sua intensidade e provocar reacções de ansiedade que agravam a dor.

É devido à interferência de factores psicológicos que algumas pessoas suportam melhor a dor do que outras.

Sentir uma dor muito intensa não se deve, apenas, ao facto de termos uma lesão provocada por uma doença ou porque sofrermos uma pancada. Sentir muita ou pouca dor depende, também, da forma como reagimos às sensações de dor – o que pensamos quando sentimos dor.

Pensamentos sobre a dor e o desconforto

Os doentes variam muito na forma como avaliam a dor. Vejamos o que alguns doentes pensam sobre a dor e desconforto físico:

“Quando sinto estas dores só penso que nunca mais me vou livrar delas... e que isso significa que a doença se está a agravar.”
“Quando tenho dores fortes sinto que me vai acontecer algo de terrível.... a dor é um mau agoiro”
“Tenho medo de não aguentar a dor... só penso que nunca mais vai passar”
“Quando tenho dores sinto um certo mal-estar, é natural... ninguém gosta de ter dores... mas procuro sempre manter o optimismo... ficar preocupada não ajuda nada, só prejudica”
“Penso que o essencial é não me entregar à dor... raramente tenho medo das dores...considero uma atitude irracional preocuparmo-nos demasiado com a dor! Isso só prejudica em vez de ajudar.”

Cada doente vê a dor de forma diferente.

As três primeiras doentes têm pensamentos negativos sobre a dor:

Pensamentos de desmoralização, incapacidade, descontrolo e falta de esperança.

Estes pensamentos têm um efeito negativo: levam a um aumento da intensidade e da duração da dor. Por sua vez, o aumento da dor provoca mais ansiedade e desmoralização, criando-se, assim, um ciclo vicioso.

Em contrapartida, as outras duas doentes têm pensamentos positivos sobre a dor:

Pensamentos de optimismo, reconhecendo que os pensamentos negativos não ajudam a combater a dor, só a agravam.

Estes pensamentos positivos têm um efeito benéfico - ajudam a suportar melhor a dor, tornando-a menos intensa.




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Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.