Cancro da Mama: O que devo perguntar ao meu médico?

O que devo perguntar ao meu médico antes de começar um novo tratamento?

Obviamente, não se deve tomar nenhuma decisão sobre o tratamento sem o seu consentimento. Apresentadas as diferentes opções clínicas, deverá ser informada, sob todos os aspectos, de todos os tratamentos indicados no seu caso. Seguidamente apresentamos uma pequena lista de perguntas a ter em consideração quando falar com o seu médico, para a ajudar na escolha do seu plano de tratamento.

  • De que maneira este tratamento melhora o meu prognóstico?
  • Como será administrado este tratamento?
  • Como irá este tratamento afectar a minha vida diária?
  • Quais os efeitos secundários associados a este tratamento?
  • Os ensaios clínicos deste tratamento envolveram quantas doentes?
  • O que sentiram as doentes que fizeram este tratamento?
  • Pode-me fornecer outras fontes de informação acerca deste tratamento?

Há outras medidas de apoio disponíveis?

Há muitas medidas de apoio disponíveis para as mulheres que lutam contra o cancro da mama avançado, desde ajuda doméstica para simplificar a vida, até programas de formação para quem está interessada em conhecer esta doença por dentro. A contribuição da medicina clínica, para além de providenciar tratamentos contra o cancro, oferece-lhe um programa de tratamento flexível para uma doença que se pode alterar rapidamente. A primeira prioridade, claro, é o alívio dos sintomas resultantes tanto da própria doença como do seu tratamento. Isto inclui:

Dor

Há numerosos analgésicos diferentes disponíveis, possibilitando aos médicos variar a sua prescrição até que seja estabelecido o plano de tratamento mais eficaz. Além da morfina, os AINE (fármacos anti-inflamatórios não esteróides) são muitas vezes eficazes nas dores ósseas. Outro grupo de fármacos, os bisfosfonatos, aliviam as dores ósseas e reduzem o risco de fracturas. Também se recomenda um sedativo ligeiro para garantir um sono repousante. Adesivos relaxantes, banhos quentes e uma ligeira massagem, são factores positivos para aliviar as dores e assegurar um repouso adequado.

Náuseas e vómitos

O enjoo pode ser uma consequência do tratamento contra o cancro (e nesse caso pára quando o tratamento acabar) ou do próprio cancro. Há vários fármacos contra o enjoo (anti-eméticos), alguns agora disponíveis em supositórios. A maior parte começa a actuar no espaço de meia hora. Pode-se usar um fármaco esteróide para aliviar o enjoo e as dores de cabeça causadas por tumores secundários do cancro da mama, localizados no cérebro.

Edema linfático

O edema linfático é uma acumulação de linfa nos tecidos, o que os faz inchar. No cancro da mama, é normal um braço inchar devido a danos nos gânglios da axila ou da sua remoção ou, ocasionalmente, pelo bloqueio dos gânglios linfáticos por células de cancros secundários. O edema linfático trata-se usando uma manga ou ligadura elástica, massagens e fisioterapia, conjuntamente com exercícios especiais adequados para ajudar a drenagem do fluido do braço.

Fadiga

A fadiga do cancro é um problema quase universal entre as doentes com cancro. As doentes que sofrem de fadiga ? resultante da própria doença ou do seu tratamento ? sofrem muitas vezes duma exaustão debilitante que pode durar dias, semanas ou meses. Os sintomas de fadiga do cancro incluem não só sentir-se cansada ? fraca, esgotada, esvaída, exausta - mas também dores nas pernas, dificuldade em subir escadas ou percorrer pequenas distâncias, respiração ofegante depois de qualquer actividade ligeira e dificuldade em cumprir as tarefas habituais, tais como cozinhar, limpar, tomar um duche ou fazer a cama. As doentes com a fadiga do cancro podem também ter dificuldades de concentração enquanto lêem ou vêem televisão, ou terem problemas para pensar com lucidez e para tomar decisões. Uma alimentação adequada, suplementos vitamínicos e de sais minerais, medicamentos anti-depressivos e ansiolíticos, modificação do estilo de vida e até apoio psicológico, podem ajudar a aliviar a fadiga.

A fadiga é muitas vezes atribuída a um abaixamento no número dos eritrócitos (anemia), em resultado tanto da doença e do tratamento, como da exposição à quimioterapia. Habitualmente os oncologistas recorrem a transfusões de sangue para aumentar os níveis de eritrócitos e ajudar a recuperar energias. Contudo muitos oncologistas tentam evitar transfusões por causa de potenciais riscos. Actualmente, a medicação para a anemia relacionada com a quimioterapia pode aumentar o número dos eritrócitos, diminuir a necessidade da transfusão e, portanto, melhorar a capacidade da doente para executar as tarefas quotidianas e conviver com a doença.

O que se pode fazer mais para ajudar?

Enfrentar um cancro da mama avançado pode acabar com a energia de uma pessoa e deixá-la exausta e deprimida. Porém, tanto os amigos como os familiares podem ajudar a contrariar esta situação adoptando medidas de senso comum para promover o seu descanso e aumentar a sua resistência. O mais importante é um descanso e um relaxamento adequados para atenuar todo o stress e tensão que possa sentir. Também se deve dar atenção à dieta alimentar: embora haja pouca apetência pela comida, uma boa alimentação, tanto durante como depois do tratamento, é vital.

Para fazer frente às dificuldades emocionais e à terrível incerteza de uma doença secundária, muita gente é ajudada por grupos de aconselhamento e apoios (ver página seguinte) que têm um capital de experiência para partilhar.

Procurar ajuda quando dela se precisa, é uma das coisas mais positivas que pode fazer para recuperar a qualidade de vida e ajudá-la a vencer o cancro da mama avançado.

O que é o HER2?

O aumento ou sobre-expressão do receptor HER2 corresponde a um sub-tipo específico de cancro da mama, denominado cancro da mama HER2 positivo (HER2+); este aumento é detectado, nos tecidos, por uma técnica laboratorial.
Saiba mais

Este site e o seu conteúdo têm um fim exclusivamente informativo e não substituem o aconselhamento médico. Os tratamentos de cada pessoa devem ser individualizados e conduzidos por profissionais de saúde, sendo o médico que acompanha o doente quem poderá indicar qual o tratamento adequado a cada caso. As instruções do médico e dos restantes profissionais de saúde que o acompanham devem ser rigorosamente seguidas, pelo que sugerimos que contacte sempre o seu médico ou farmacêutico.

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