Cancro da Mama: Activa em todas as frentes

Activa em todas as frentes

Actualmente o cancro da mama é uma crua realidade em todo o mundo. Tendo a sua incidência aumentado de forma regular, durante a segunda metade do século passado, agora ataca cerca de uma mulher em cada dez e reclama vários milhares de vidas. É verdade que, se detectado e tratado logo de início, a taxa de cura é muito alta - até 95% dos casos - mas muitas mulheres continuam a desenvolver cancro da mama avançado, com toda a dor e angústia que isso envolve. A notícia mais encorajadora na entrada deste novo milénio talvez seja que, nalguns países, a taxa de morte por cancro da mama esteja a diminuir.

Este livro destina-se a dar as linhas gerais do cancro da mama avançado e ajudar a compreender esta complexa e por vezes angustiante doença. Tem também a intenção de servir como fonte de informação para saber onde encontrar mais informações e quais os serviços de apoio que pode contactar. Tal como com outras doenças mortais, conhecer é poder, e esperamos que este livro possa, de algum modo, contribuir para aceitar e compreender o cancro da mama avançado. As duas mais importantes mensagens a ter em conta são a de que existe um conjunto de opções de tratamento à sua disposição, que a pode ajudar a tratar a doença, e a de que não é necessário aguentar isto sozinha ? existem muitas organizações que pode contactar e que podem prestar-lhe apoio.

O cancro mais comum nas mulheres

Cancro é um termo genérico aplicado a várias doenças distintas, mas relacionadas, todas caracterizadas pela malignidade, ou, por outras palavras, pelo crescimento e desenvolvimento incontrolado de células anómalas. O cancro da mama, que é a malignidade mais comum na mulher, representa cerca de 24% dos casos de cancro. No mundo ocidental, atinge uma mulher em cada dez, com meio milhão de novos casos ocorridos por ano, só na Europa.

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o cancro da mama continua a ser a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos e a segunda entre as mulheres de todas as idades. Calcula-se que, só na Europa, o cancro da mama é responsável por mais de 100.000 mortes por ano.

Sendo raro antes dos 30 anos, o cancro da mama tem mais probabilidades de se desenvolver à medida que a idade avança, embora a taxa de crescimento abrande nas mulheres que atingiram a menopausa. Há numerosos factores de risco conhecidos, nos quais se incluem: história familiar da doença; envelhecimento; exposição aos agentes cancerígenos e não ter filhos (nuliparidade) ou maternidade tardia (primeiro filho depois dos 30 anos). Além disso, uma vida menstrual longa, resultado de uma menarca precoce ou de uma menopausa tardia, aumenta o risco de cancro. Finalmente, alguns investigadores acreditam que a obesidade, uma alimentação rica em gorduras, a ingestão excessiva de álcool e o uso de medicamentos contendo estrogénios (terapêutica de substituição hormonal ou pílulas anti-concepcionais) podem aumentar o risco de cancro. No entanto, em cada cinco mulheres com o diagnóstico de cancro da mama, quatro não têm factores de risco conhecidos.

Se a doença é detectada e tratada cedo, antes de ter tido hipóteses de progredir (metastizar) e desenvolver-se até ser um cancro da mama avançado, a taxa de sobrevivência pode chegar a 95% - um argumento poderoso a favor do aumento do conhecimento acerca do cancro da mama e do aperfeiçoamento dos programas de rastreio.

De forma encorajadora, os resultados do tratamento para o cancro da mama avançado estão a melhorar fortemente, por estarem disponíveis novos tratamentos sofisticados. Neles estão incluídas várias combinações de cirurgia, radioterapia, terapêutica hormonal, quimioterapia com um único agente ou em associação, e recentemente, o tratamento com anticorpos monoclonais.

O que é o HER2?

O aumento ou sobre-expressão do receptor HER2 corresponde a um sub-tipo específico de cancro da mama, denominado cancro da mama HER2 positivo (HER2+); este aumento é detectado, nos tecidos, por uma técnica laboratorial.
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