Os seropositivos devem continuar a trabalhar e a ter
um papel participativo na sociedade, a menos que o seu estado de saúde,
a fadiga e outras perturbações não o permitam. Existem,
contudo, algumas ocupações com as quais se deve ter mais
cuidado, aumentando as precauções, na área da saúde
e na assistência social, devido ao risco de contactar com casos
de tuberculose.
No que respeita as actividades que envolvam cuidar de
crianças, existe algum risco de exposição ao Cryptosporidium
e também, embora menor, ao Citomegalovirus, hepatite A
e giardiose, tudo riscos que podem ser controlados com uma boa higiene.
Entre estas ocupações estão também
profissões que impliquem o contacto directo com animais, como os
veterinários, trabalhadores no campo, num matadouro ou em lojas
de animais, devido ao risco de possível infecção
com Cryptosporidium, toxoplasmose, salmonela, Campylobacter
e Bartonella. O mais importante é tomar as necessárias
precauções e estar informado.
Não há nada que impeça um seropositivo
de fazer exercício, excepto se o cansaço ou outros sintomas
o impedirem. Como se sabe, o exercício é importante para
a saúde e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares. Não
se sabe se tem uma influência directa sobre a infecção
com o VIH, mas a maior parte das pessoas que pratica exercícios,
com regularidade, sente-se física e emocionalmente melhor. Estamos
a falar de exercício físico moderado, não nas modalidades
de competição.