Trombose Venosa e Embolia Pulmonar - Roche Portugal

Trombose Venosa e Embolia Pulmonar

A coagulação do sangue é de facto um mecanismo de protecção do organismo que previne a perda de sangue e leva à formação de uma massa constituída por plaquetas e glóbulos vermelhos (coágulo). Diversos factores podem ser responsáveis pela coagulação do sangue em veias inseridas em tecido muscular:
- lesões nas paredes dos vasos
- abrandamento da corrente sanguínea (decorrente da imobilidade)
- mudanças na composição do sangue (decorrente de tratamentos oncológicos)

A trombose venosa profunda ocorre em veias dos membros inferiores, que impede a recuperação do sangue devido à acção gravitacional. Se a circulação sanguínea abranda, o sangue tende a estagnar-se, situação ideal para a formação de coágulos.

 

Factores de risco de trombose venosa profunda

Existe um grande número de factores que aumentam o risco de trombose venosa profunda, entre os quais:
- período de descanso prolongado, seja deitado ou sentado;
- lesões ou cirurgias nos membros inferiores;
- tumores e respectivo tratamento;
- gravidez e parto;
- uso de determinada medicação (por exemplo contraceptivos orais aumentam o factor de risco em 2,9%);
- obesidade e idade (o risco aumenta para o dobro por cada acréscimo de 10 anos a partir dos 20);
- distúrbios hematológicos.

Consequentemente, quantos mais factores de risco a pessoa estiver sujeita, maior a probabilidade de desenvolver uma trombose venosa profunda ou uma embolia pulmonar.

 

Embolia pulmonar enquanto complicação da trombose venosa profunda

Se ficar por tratar, uma trombose venosa profunda acarreta um maior risco de o doente vir a contrair uma embolia pulmonar – uma complicação de elevado risco que ocorre quando um coágulo se solta e através da corrente sanguínea chega ao pulmão, onde obstrui um vaso. De facto, enquanto a doente espera pelos resultados do seu ultra-som, começa a sentir uma dor cortante no peito e falta de ar. Estes sintomas alarmantes indicam que a sua trombose venosa profunda pode ter causado uma embolia pulmonar. 



Outros sintomas de embolia pulmonar podem incluir:
- tosse acompanhada com expulsão de sangue pela boca
- suores intensos
- ritmo cardíaco acelerado

 

Causas de embolia pulmonar: como uma trombose venosa profunda se desenvolve numa embolia pulmonar

Um trombo venoso que se solta e entra em circulação, é descarregado na direcção do coração, viaja através do aurículo direito para o ventrículo e entra na artéria pulmonar. À medida que vai atravessando o pulmão, os vasos vão-se tornando mais estreitos, até que o trombo se pode fixar numa artéria pulmonar estreita.
Esta obstrução impede a circulação a partir desse ponto. O segmento afectado não consegue oxigenar correctamente o sangue, conduzindo a um desconforto respiratório. Por outro lado, o sangue estagnado na zona do coágulo extravasa na artéria pulmonar, podendo provocar um edema no pulmão.



Na maioria dos casos, esta obstrução é causada por um trombose venosa profunda, na medida em que ambas, quer a trombose venosa profunda, quer a embolia pulmonar, se constituem como duas manifestações do mesmo processo dinâmico, partilhando os mesmos factores de risco.

 

Métodos de diagnóstico para Embolia Pulmonar

Os antecedentes de trombose venosa profunda e outros sintomas, como a dificuldade em respirar, indiciam uma embolia pulmonar. De forma a confirmar esta suspeita, o médico executa outros procedimentos de diagnóstico, entre os quais:
- técnicas de imagiologia – usadas para determinar a dimensão e a localização do embolo
- medição dos níveis de gases no sangue – usados primeiramente para verificar a reduzida oxigenação do sangue

As técnicas de imagiologia incluem pelo menos uma TAC (tomografia axial computurizada).

 

Diagnóstico diferencial:

Embolia pulmonar, insuficiência cardíaca ou ataque cardíaco?

Neste caso, a trombose venosa profunda constitui-se como uma doença primária. Contudo, um grande número de casos são clinicamente “silenciosos” e não apresentam sinais de doença até que uma complicação secundária eventualmente ocorra.

Nestes casos, como os sintomas de embolia pulmonar são comuns a outras patologias, o médico deverá considerar também como potenciais causas o enfarte do miocárdio, a insuficiência cardíaca crónica ou qualquer outra situação menos grave, relacionada com o músculo ou osso. Neste sentido, por forma a realizar um diagnóstico diferencial, pode pedir testes ao sangue, como o d-dímero, um electrocardiograma, e outras técnicas de imagiologia.

 

Opções terapêuticas na fase inicial

O tratamento de uma trombose venosa profunda tem dois objectivos fundamentais.
- impedir que os coágulos se soltem, o que pode conduzir a uma embolia pulmonar;
- impedir o crescimento dos coágulos, porque quanto maior o coágulo, maior a probabilidade de que este se solte.

Esta tarefa é cumprida mediante medicação anti-coagulante venosa, como a heparina, que previne a adicional formação de coágulos, dando tempo ao organismo para os dissolver. O uso de um pé elástico complementa a terapia. Com vista a minimizar o risco de que ocorra novamente, geralmente é prescrita medicação anti-coagulante oral ao largo de vários meses, em certos casos, junto de pacientes mais susceptíveis a reincidir para o resto da vida.

 

Opções terapêuticas para o tratamento de Trombose Venosa Profunda – numa fase posterior

Inicialmente ataca-se a causa subjacente através de agentes anti-coagulantes, procurando dissolver o embolo. No caso de a embolia pulmonar ter afectado um segmento significativo do pulmão, o embolo pode ter que ser extraído cirurgicamente. Tratamento complementar com vista a aliviar os sintomas poderá incluir analgésicos e complemento de oxigénio.
É mais provável que doentes que tenham sofrido anteriormente uma embolia pulmonar reincidam, pelo que, a prevenção secundária poderá incluir a prescrição de medicação anticoagulante por largos meses e por vezes para o resto da vida.

A terapia anti-coagulante oral requer uma monitorização regular, efectuada, por exemplo, através do sistema CoaguChek® .

 

Caso típico: “Toda a minha perna arde…”

Deslocou o seu tornozelo e há cinco dias que tem estado confinada ao sofá de modo a manter o pé inchado elevado.
Contudo, em vez de melhorar, o estado da perna tem vindo a piorar: a parte inferior da perna lhe causa dores e tem vindo a inchar . Entretanto a pele ganhou um tom azulado e a senhora sente a perna quente. Preocupada, chama um táxi e dirige-se ao seu centro de saúde.

O seu médico de família descarta a possibilidade de que tenha sido um trauma a causa directa das suas queixas. Sabendo ele da sua lesão e do descanso prolongado a que tem estado sujeita, ele suspeita de trombose venosa profunda – parcial ou completa obstrução de uma veia por um coágulo, geralmente situada nas extremidades dos membros inferiores. 

 

Produtos Roche Trombose Venosa e Embolia Pulmonar

Diagnóstico Descentralizado 
   • CoaguChek XS 
   • CoaguChek XS Plus 
   • cobas h 232 
   • NT-proBNP

Diagnóstico Centralizado 
   • Inovações em Testes de Diagnóstico 
   • Menú de Química e Imunologia 
   • Menú de Coagulação