Insuficiência Cardíaca Crónica

Insuficiência cardíaca crónica consiste numa função cardíaca anormal que pode resultar de um evento agudo (por exemplo enfarte miocárdio) ou de uma deterioração gradual, de longo-prazo, da função cardíaca, devida a hipertensão arterial ou doença das válvulas cardíacas. O sintomas mais comuns são falta de ar, edema dos membros inferiores, aumento do volume do abdómen e fadiga.

Neste caso, a insuficiência cardíaca crónica tem vindo a ser “compensada” ao longo dos anos pelo uso de medicação que visa fortalecer o coração e melhorar a sua eficiência, enquanto mantém o balanço de fluídos do organismo.

 

O dia-a-dia de um doente crónico: constante monitorização

Constante monitorização da condição cardíaca é fundamental, já que a função cardíaca pode deteriorar-se ao ponto de “descompensar”. Os doentes estão alertados para a necessidade de permanecer atentos a quaisquer mudanças nos sintomas. Neste sentido, é recomendável que acompanhem atentamente o peso do corpo (já que este pode indicar maior retenção de fluidos). A redução dos batimentos cardíacos leva a que chegue menos sangue aos órgãos, colocando em risco as suas funções. Um dos órgãos sob maior risco é o rim, sendo frequente que os doentes com insuficiência cardíaca desenvolva insuficiência renal.

Para além de monitorizar a condição cardíaca, também a função renal e o balanço electrolítico requerem especial atenção. Estes órgãos podem ser afectados tanto pela insuficiência cardíaca, como pela mediação geralmente associada ao tratamento desta, particularmente por diuréticos.
Estes doentes têm tendência para desenvolver anemia, pelo que a medição da hemoglobina é muito útil.

 

Tipos de Insuficiência Cardíaca Crónica:

O ciclo cardíaco tem duas fases: a diástole, quando o coração dilata e se enche de sangue, e a sístole, quando o músculo contrai e ejecta o sangue para o resto do organismo. Insuficiência cardíaca pode ser classificada ao longo destas duas fases: 
      - a disfunção sistólica, durante a qual o ventrículo esquerdo dilata e a capacidade de contracção do coração é diminuída, reduzindo desta forma o rendimento cardíaco. As causas mais comuns para insuficiência cardíaca sistólica são a doença das artérias coronárias e o enfarte do miocárdio;
     - a disfunção diastólica é geralmente causada por hipertensão. Se o coração tem de continuamente bombear contra maior resistência, reage criando mais músculo, tal como qualquer outro músculo reage a treino muscular. Consequentemente, o ventrículo eventualmente endurece e não dilata o suficiente para que se encha de sangue durante a diástole. Neste caso, o rendimento pode não ficar diminuído numa fase inicial.



Contudo, com o deteriorar da situação o músculo torna-se demasiado espesso para se encher com sangue, e desta forma, insuficiência cardíaca diastólica por tratar, pode tornar-se insuficiência cardíaca sistólica.

 

Gestão da insuficiência cardíaca crónica: monitorização com teste NT-proBNP da Roche

Ao ganhar algum peso, a pessoa sente-se mais cansada do que o habitual, ao mesmo tempo que os seus sintomas se agravam. Em doentes idosos, contudo, as causas subjacentes à insuficiência cardíaca podem ser dificilmente identificáveis.
Agora, um simples teste de sangue pode prestar uma valiosa ajuda: os níveis de NT-proBNP estão claramente correlacionados com a gravidade da disfunção cardíaca e está provado que o teste pode ser usado para monitorizar insuficiência cardíaca crónica e inclusivamente orientar a terapia.

 

 

Breve passagem pelo processo de diagnóstico

Insuficiência cardíaca em estado inicial pode permanecer por detectar até pela falta de sintomas. Contudo, já que o prognóstico do doente piora com a progressão da doença, é fundamental tomar contra-medidas inicialmente. O processo clínico de avaliação consome bastante tempo e geralmente envolve um electrocardiograma e um ecocardiograma, entre outras medidas de diagnóstico. Alguns médicos de família têm tendência para encaminhar directamente o doente a um especialista em cardiologia.


O teste Roche CARDIAC proBNP apresenta-se como uma ferramenta objectiva no que respeita à exclusão de insuficiência cardíaca e evita procedimentos de diagnóstico desnecessárias. Reciprocamente, um maior número de doentes podem ser diagnosticados com insuficiência cardíaca no seu estado inicial.

 

Extensão do problema: ocorrência e custos associados

O estudo EPICA (Epidemiologia da Insuficiência Cardíaca e Aprendizagem) demonstrou que a prevalência desta doença é de 4,36% para Portugueses com mais de 25 anos, o que significa que cerca de 260 mil doentes acima desta faixa etária sofrem de IC.
Devido ao envelhecimento da população e à maior sobrevivência após enfarte do miocárdio, estima-se que a prevalência da IC continue a aumentar nos próximos anos.
Nestas situações o ecocardiograma é ineficaz na identificação da Insuficiência cardíaca, pelo que é necessário um meio de diagnóstico objectivo, simples e rápido.

 

Caso típico: “O médico pode informar-me imediatamente se o meu estado de saúde piorou ou não…”

A senhora, de 83 anos, diagnosticada com insuficiência cardíaca há já algum tempo, deslocou-se ao seu cardiologista, após um aumento significativo do volume dos seus tornozelos e uma dificuldade acentuada a sua actividade diária.
Antes de lhe ter sido diagnosticada insuficiência cardíaca, tinha sido encaminhada uma vez a um cardiologista e tinha dado entrada nas urgências por duas vezes, porque o seu médico de família não estava seguro que os seus sintomas indicassem doença cardíaca ou doença pulmonar. Há já algum tempo que o cardiologista avalia os seus níveis de NT-proBNP e desta vez, perante uma suspeita de agravamento da doença, esta análise foi repetida. O médico detectou um aumento significativo dos níveis de NT-proBNP, o que indica uma diminuição da função cardíaca. Com base nestes valores o médico alterou o esquema terapêutica da paciente”

 

Produtos Roche para a Insuficiência Cardíaca Crónica

Diagnóstico Descentralizado 
   • CoaguChek XS 
   • CoaguChek XS Plus 
   • cobas h 232 
   • NT-proBNP

Diagnóstico Centralizado 
   • Inovações em Testes de Diagnóstico 
   • Menú de Química e Imunologia 
   • Menú de Coagulação