Fibrilhação Auricular - Roche Portugal

Fibrilhação Auricular

Na presença de uma fibrilhação auricular, as duas câmaras superiores do coração tremem em vez de contrair e relaxar regularmente. Com efeito, a capacidade de bombear sangue para o organismo poderá ficar significativamente reduzida.

A palpitação é o sintoma de fibrilhação auricular mais comum, a sensação desagradável decorrente da percepção não habitual do batimento cardíaco rápido e irregular. Por vezes este sintoma passa despercebido a alguns doentes, sobretudo no caso de fibrilhação auricular recorrente.

 

O que acontece durante a fibrilhação auricular?

O ritmo cardíaco é governado pelo nódulo sino-auricular – um conjunto de células que geram impulsos eléctricos regulares sendo estes enviados através do músculo cardíaco. Consequentemente, o músculo cardíaco é estimulado a contrair e bombear sangue. Num coração saudável a frequência das contracções segue um padrão regular, cerca de 70 pulsações por minuto.



Quando o doente apresenta fibrilhação auricular, o sistema é perturbado por impulsos eléctricos anormais que têm origem  noutras partes do coração, fazendo com que a contracção do músculo cardíaco se torne descoordenada, podendo resultar em batimentos demasiadamente lentos ou rápidos, em ambos os casos poderá conduzir a que não seja bombeado o sangue necessário ao funcionamento regular do organismo.

 

Riscos e complicações

O cardiologista alerta para a necessidade de tratar a condição de fibrilhação auricular com a maior brevidade possível, já que poderá conduzir a graves complicações. Devido às contracções descoordenadas, as câmaras cardíacas, as aurículas em particular, não se esvaziam por completo, permitindo que o sangue se acumule e forme um coágulo.


Consequentemente, existe o risco de que este coágulo se desloque para outros órgãos, nomeadamente para as artérias do cérebro, conduzindo a uma potencial embolia, originando um acidente vascular cerebral, vulgo AVC. De acordo com a American Heart Association, 15% dos AVC ocorrem em doentes com fibrilhação auricular.

 

Tratamento da fibrilhação auricular

O principal objectivo da terapia à fibrilhação auricular consiste em normalizar o batimento cardíaco. Contudo, se nenhuma das opções terapêuticas forem bem sucedidas, a arritmia prossegue. Este tipo de fibrilhação auricular é já fibrilhação auricular crónica.

Junto de doentes com fribilhação auricular crónica,  é aconselhável que se submetam a medicação anti-coagulante prolongada – fármacos que previnem a coagulação, um mecanismo de reparação natural do organismo. O objectivo é impedir que o sangue forme coágulos no coração, e desta forma, minimizar o risco de uma obstrução arterial criada por um embolo, o que resultaria num AVC.

 

Como funciona a medicação anti-coagulante?

A terapia anti-coagulante consiste numa dosagem diária de um antagonista da vitamina K. Uma vez que cada doente reage de modo diferente a este fármaco, é fundamental a monitorização constante do tempo de protrombina, uma forma de testar o estado de coagulação do sangue. O tempo de protrombina é medido através do INR (International Normalized Ratio) – uma medida padronizada. Esta é uma informação fundamental no controlo da coagulação.

De mencionar que a monitorização da medicação anti-coagulante não é apenas necessária aos doentes que sofrem de fibrilhação auricular, como também a pacientes que tenham tido que substituir uma válvula cardíaca por uma prótese mecanizada.

 

Como regular a terapia?

Existem três opções expostas a um doente anti-coagulado no que respeita à monitorização do seu valor de INR:
- monitoriza o valor de INR regularmente, enviando para o laboratório uma amostra de sangue venoso;
- monitoriza o valor de INR regularmente, junto do médico ou farmacêutico (através do sistema CoaguChek®);
- faz uma auto-monitorização do seu valor de INR (através do sistema CoaguChek®);

Neste caso, o médico que a acompanha usa um aparelho CoaguChek® XS Plus para a monitorização do valor de INR in loco, sem ter que esperar pelos resultados mais do que um minuto.

 

Caso típico: “O meu coração não parava…”

A senhora tem 65 anos e reformou-se recentemente. Nos últimos dias, tem sentido um batimento cardíaco célere e irregular. Partiu do princípio que fosse apenas o tempo e decidiu esperar uns dias. O seu desconforto, contudo, permaneceu. Passadas três semanas foi consultar um cardiologista.

No consultório, o electrocardiograma que o seu desconforto se deve a fibrilhação auricular – uma anomalia no ritmo cardíaco, ou arritmia, que se manifesta através de uma alteração do batimento cardíaco, pequenas interrupções ou aceleração do ritmo cardíaco.

 

Produtos Roche para Fibrilhação Auricular 

Diagnóstico Descentralizado 
   • CoaguChek XS 
   • CoaguChek XS Plus 
   • cobas h 232 
   • NT-proBNP

Diagnóstico Centralizado 
   • Inovações em Testes de Diagnóstico 
   • Menú de Química e Imunologia 
   • Menú de Coagulação