Enfarte do Miocárdio - Roche Portugal

Enfarte do Miocárdio

A partir do principal sintoma, a dor forte no peito, o médico na urgência suspeita de uma de três condições, que ele deverá rapidamente confirmar ou descartar. O dircetor pode sofrer de:
- um embolia pulmonar – um coagulo do sangue que obstrui uma artéria pulmonar
- um enfarte do miocárdio – um ataque cardíaco que pode resultar de uma artéria coronária obstruída
- uma dor muscular ou óssea – causada por algum esforço físico, trauma, stress, entre outros.

Todas estas condições têm como sintoma uma dor forte no peito. Apesar de o exame médico e o historial clínico do paciente poder indiciar um problema cardíaco, raramente pode assegurar um diagnóstico definitivo.

 

Métodos de diagnóstico – Electrocardiograma:

Para confirmar ou despistar um diagnóstico, diversos procedimentos são realizados. O Electrocardiograma é uma das ferramentas mais importantes para detectar um ataque cardíaco.
Algumas ondas visíveis através no electrocardiógrafo são características de um enfarte do miocárdio. Pode estar presente no segmento ST do electrocardiograma, por exemplo. De acordo com os resultados, é possível distinguir dois tipos de enfarte do miocárdio:
- um primeiro tipo, marcado pela elevação do segmento ST, em que o batimento cardíaco tem um comportamento específico e a sua presença confirma o diagnóstico de enfarte do miocárdio;
- um segundo tipo em que não existe uma elevação do segmento ST, para o qual o electrocardiograma não é conclusivo e outras medidas de diagnóstico serão necessárias para complementá-lo.

 

Métodos de diagnóstico – Testes de sangue específicos:

Estes testes dizem respeito a marcadores específicos que podem ser usados para confirmar ou descartar um potencial diagnóstico. Quando as células do músculo cardíaco começam a morrer, as suas paredes começam a dissolver-se, libertando determinadas proteínas para a corrente sanguínea. Estas proteínas incluem a troponina T e I, a mioglobina e o CK-MB. As troponinas são mais relevantes do ponto de vista do diagnóstico porque estão apenas presentes no músculo cardíaco, enquanto que a existe mioglobina em todas as células dos músculos.
O dedímero é também outro marcador específico que, quando elevado, indica um aumento da actividade coagulante. Desta forma, níveis de d-dímero abaixo de um determinado valor, ajudam a descartar um embolia pulmonar com elevada segurança. O NT-proBNP, por sua vez, é um marcador específico para insuficiência cardíaca, reflectindo o estado funcional do músculo cardíaco após o enfarte do miocárdio.

 

Métodos de diagnóstico – Testes ao sangue não-específicos:

Para uma visão completa da saúde do doente, o médico deverá também avaliar outros parâmetros sanguíneos, tais como.
- gases no sangue, que fornecem informação acerca do status respiratório do paciente (por exemplo devido a insuficiência cardíaca após um enfarto do miocárdio);
- electrólitos, que quando elevados podem potenciar o risco ou aumentar uma arritmia cardíaca;
- glucose no sangue, que em diabéticos pode estar afectada, devido à situação de stress;
- os marcadores das funções renais, a creatinina e a ureia, já as funções renais ficam comprometidas em doentes cardiovasculares,
- coagulação (PT/INR) status

 

O que acontece num ataque cardíaco?

Um enfarte do miocárdio (ou ataque cardíaco) ocorre quando a corrente sanguínea das artérias coronárias que irrigam o coração fica bloqueada. Esta obstrução geralmente deve-se a um coágulo que se constrói a partir de placas aterosclerótica. Como resultado, o músculo cardíaco já não recebe o oxigénio suficiente e as células do miocárdio destituídas de oxigénio começam a morrer. Consoante o tamanho da artéria bloqueada e o respectivo músculo cardíaco necrótico, o enfarte é mais ou menos severo.

 

Extensão do problema: ocorrência e custos associados

Em 2003 foram admitidos pelos serviços de urgência hospitalar 682.130 doentes (68,6% do número total de internamentos), dos quais 7,1% (48 310) tinham Doença Cardíaca Isquémica (DCI). Em 28% destes doentes foi efectuado o diagnóstico de enfarte do miocárdio, que teve uma mortalidade de 14%, e em 9% o diagnóstico de DCI aguda ou sub-aguda, na qual se incluem os casos de angina instável, cuja mortalidade foi de 4%.
Por outro lado, do número total de doentes internados durante o ano de 2003, a DCI crónica (Aterosclerose coronária) foi diagnosticada em 3,8% dos casos, cuja taxa de mortalidade foi de 8,49%.
Enquanto os internamentos por DCI foram mais frequentes no grupo etário entre os 51 e os 75 anos, a mortalidade foi maior nos doentes com idade igual ou superior a 76.

 

Opções terapêuticas

Seguidamente a um enfarte do miocárdio, a circulação sanguínea nas artérias obstruídas deve ser reposta tão cedo quanto possível, de forma a evitar lesões irreversíveis no músculo cardíaco. Existem duas abordagens terapêuticas à mesma situação:
- trombolisi, através da administração de um medicamento, desta feita, um potente anti-coagulante, é receitado ao paciente para dissolver o coágulo na artéria coronária
- intervenção coronária percutânea (PCI), em que um pequeno cateter é inserido na artéria de modo a alargar o seu diâmetro interno.

 

 

Caso típico: ”Sentia uma dor aguda no peito”

Hoje, é o director de vendas, trabalha numa multinacional e acabou de regressar de uma viagem de negócios particularmente cansativa. De regresso ao escritório, está novamente debaixo de enorme stress. De repente, mal consegue respirar e sente uma dor forte no peito e acima do estômago.
Como o desconforto não cessa, chama uma ambulância, que imediatamente o leva para uma urgência hospitalar.”

 

 

Produtos de Diagnóstico Roche para Enfarte do Miocárdio


   • Diagnóstico rápido da Síndrome Coronária Aguda (PDF 2718kb)
   • cobas h 232
   • Diagnóstico Descentralizado
   • NT-proBNP 
   • Diagnóstico Centralizado 
   • Inovações em Testes de Diagnóstico