Colesterol Total

Definição

O colesterol bioquímico consiste numa combinação de esteróides com álcool, também denominado por esterol. O colesterol é produzido de forma endógena, no fígado ou a partir de alimentos de origem animal.

 

Bioquímica e função

Quase todos os tecidos do corpo são capazes de produzir colesterol, contudo a maior parte é produzida no fígado e nos intestinos. Inicialmente, o colesterol é sintetizado por um intermediário na oxidação de carbohidratos, designadamente, o acetila CoA (coenzima A acetilada). A proteína HMG-CoA reductase é uma das principais enzimas presentes na síntese do colesterol e o alvo farmacológico da terapia de redução do colesterol com estatinas.

O Colesterol é o elemento essencial nas membranas celulares de todos os tecidos do corpo. É também o percursor de importantes hormonas, tais como as hormonas femininas - estradiol - as hormonas masculinas - a testosterona - e da vitamina D, necessária para o uso do cálcio e para a formação dos ossos. O colesterol é importante para produzir a bílis, necessária à digestão das gorduras incluídas nos alimentos. O colesterol é insolúvel no sangue, mas passível de ser transportado pelo sistema circulatório seguro às lipoproteínas. A lipoproteína de alta densidade (HDL) conduz o colesterol da rede sanguínea ao fígado, onde este é reciclado ou eliminado do organismo. A lipoproteína de baixa densidade (LDL) conduz o colesterol às células periféricas onde este é necessário.

 

Colesterol total e as doenças cardiovasculares

Doentes cardiovasculares geralmente apresentam elevados valores de colesterol total no sangue. À medida que o colesterol aumenta, aumenta também o risco de doença coronária. Quando comparados com indivíduos com níveis moderados de colesterol no sangue (< 200 mg/dl), os indivíduos com níveis elevados de colesterol total (> 240 mg/dl) apresentam o dobro do risco de vir a sofrer um ataque cardíaco ou um AVC. Entre 1973 e 1988 o Honolulu Heart Program conclui que uma diferença de 38 mg/dl no colesterol total estava associado a um aumento de 22% do risco de doença coronária. Por outro lado, uma redução no colesterol total reduz o desenvolvimento de doença cardiovascular em 2%, bem como a mortalidade associada às mesmas.
Do mesmo modo, pelo menos 80% dos eventos cardiovasculares pode ser atribuído aos 3 factores de risco mais importantes: colesterol total, tabagismo e tensão arterial. De acordo com os resultados, o controlo regular dos níveis de colesterol tem um efeito positivo sobre o comportamento do utente. Neste sentido, o primeiro passo no tratamento da hipercolesterolemia constitui a avaliação do estado do risco do utente e inclui a medição do colesterol total.

 

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