Diagnóstico da Hepatite B

Diagnóstico

Os marcadores que permitem diagnosticar a hepatite B surgem no sangue em tempos diferentes. Normalmente, o primeiro a detectar-se é o antigénio HBs, que persiste um a três meses e que demonstra a presença do vírus, no organismo. Um pouco mais tarde (mas às vezes ao mesmo tempo) surge o antigénio HBe, sinónimo de que o agente infeccioso está a multiplicar-se. É nesta fase que é mais elevado o perigo de contágio.

Só depois surgem os anticorpos e o primeiro a aparecer, em geral, é o anti-HBc; em seguida, se as defesas imunitárias do organismo estiverem a funcionar correctamente, surgem o anti-HBe, como resposta ao antigénio HBe. Isto significa que houve uma seroconversão, a multiplicação do vírus diminuiu e, se nada alterar o curso normal, desaparece o antigénio HBs e surge o anticorpo anti-HBs, que permanece no organismo para o resto da vida e confere imunidade.

A presença do antigénio HBe, além das oito semanas, indica que a hepatite está a passar a uma fase crónica. A permanência do antigénio HBs, por mais de seis meses confirma a passagem ao estadio crónico.

A realização de uma biopsia hepática pode ser necessária nalguns doentes que apresentem indícios da presença do vírus no organismo por mais de seis meses para avaliar a gravidade das lesões do fígado. Como a infecção crónica pelo VHB é uma doença sexualmente transmissível, devem-se fazer análises para detectar a eventual presença do VIH nas pessoas infectadas.