A diabetes é uma doença caracterizada por alterações
endocrinológicas e metabólicas, tendo como elemento fundamental uma deficiência
na secreção de insulina pelo pâncreas ou na actividade da insulina secretada.
Estas alterações conduzem a uma situação de hiperglicemia (aumento da glicose
no sangue).
Existem dois tipos de diabetes:
Diabetes mellitus tipo 1 (ou
insulino-dependente):É mais frequente em crianças
e jovens, sendo o tratamento básico feito com a administração de insulina
por via injectável.
Diabetes mellitus tipo 2 (ou
não insulino-dependente):É a forma mais comum, constituindo
mais de 85% de todos os casos. Pode manifestar-se em qualquer idade, embora
seja mais frequente a partir dos 40 anos de idade. Neste tipo de diabetes,
a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas pode ser normal, mas esta
não consegue ser eficaz, ou seja, faz com que as células não utilizem
a glicose para obtenção de energia. Está intimamente relacionado com o excesso
de peso e, naturalmente, o seu tratamento passa obrigatoriamente, pela redução
do peso. Pode ser necessário utilizar medicamentos por via oral que permitam
melhorar a eficácia da insulina.
Causas: A obesidade é a principal causa de diabetes. O risco de
desenvolver diabetes de tipo 2 é três vezes maior no indivíduos
obesos comparativamente com os indivíduos que apresentam um
peso normal.
Diversos estudos têm demonstrado que, para todas as categorias de IMC (índice
de massa corporal), os doentes que aumentaram o seu peso mais do que 11 Kg
em relação aos seus valores iniciais, aumentaram significativamente o seu
risco de desenvolver diabetes.
As menores taxas de mortalidade por diabetes ocorrem em
homens e mulheres que permanecem 10 a 20 % abaixo do peso médio
por idade.
Outros factores de risco para diabetes mellitus incluem hereditariedade, gravidez,
inactividade física e idade.
Complicações:
Tanto o tipo 1 como o tipo 2 acompanham-se de complicações vasculares,
a longo prazo, que aumentam a morbilidade e mortalidade nos doentes diabéticos.
Hipertensão arterial
É uma situação clínica caracterizada por aumento
dos níveis de pressão arterial (força que o sangue exerce sobre a paredes
das artérias em que está contido) acima dos valores normais para a idade.
A pressão arterial normal nos adultos é abaixo dos 140 / 90 mmHg.
Em cerca de 95 % dos casos, a causa da hipertensão
é desconhecida. Esta disfunção é denominada hipertensão essencial ou primária.
Quando a hipertensão é provocada por outra disfunção (tal como uma doença
renal) é denominada hipertensão secundária.
A hipertensão arterial constitui um importante problema de
saúde, afectando entre 10 a 20 % da nossa população. É,
hoje em dia, reconhecida como o mais importante factor de
risco tratável, para doenças cardiovasculares e vasculares
cerebrais.
Existem vários factores de risco identificados para o desenvolvimento de hipertensão
arterial, incluindo alimentação rica em sódio, obesidade, consumo excessivo
de álcool, estilo de vida sedentário e tabaco.
A hipertensão é por vezes designada por "assassino
silencioso", porque normalmente não produz quaisquer sintomas até se encontrar
em estados avançados. Manifestações sintomáticas tais como dores de cabeça,
desmaios, tonturas, perturbações da visão, perda da função renal, angina de
peito e sintomas de insuficiência cardíaca podem ocorrer mais tarde no processo
da doença. No entanto, por vezes, a primeira indicação de pressão arterial
elevada é um acontecimento tão grave como um ataque cardíaco ou um
acidente vascular cerebral.
Segundo um estudo, quando
comparado com indivíduos com pressão arterial normal, os
doentes hipertensos têm:
Sete vezes mais probabilidade de desenvolver
um acidente vascular cerebral;
Quatro vezes mais probabilidade de desenvolver
insuficiência cardíaca;
Três vezes mais probabilidade de desenvolver
doença coronária;
Duas vezes mais
probabilidade de desenvolver doença arterial periférica.
Cancro
A obesidade acompanha-se de um risco aumentado
de cancro. As mulheres obesas têm um risco três vezes maior de desenvolvimento
de cancro da mama, do útero e do ovário, sendo o risco de cancro do endométrio
(camada interna do útero) sete vezes superior. Nos homens há um risco aumentado
de cancro do cólon e da próstata.
Doenças ósseas das articulações
O peso excessivo leva a uma pressão adicional
no aparelho osteo-articular, com especial incidência na coluna, ancas, joelhos
e tornozelos. A osteoartrite, que é a doença mais comum a atingir os obesos,
é caracterizada pela inflamação e posterior destruição da cartilagem das articulações
ou pela formação de protuberâncias ósseas. O resultado é a dor, inchaço e
rigidez articular, sintomas que interferem com a qualidade de vida.
A perda de peso contribui para
o alivío dos sintomas por reduzirem a pressão e o desgaste
das articulações.
Apneia do sono
Consiste na interrupção da respiração por curtos
períodos de tempo durante o sono e é causada pela obstrução do tracto respiratório
superior. A obesidade é um factor preponderante na maioria dos doentes com
esta doença, sendo particularmente comum nos homens.
À medida que as pessoas vão ganhando peso, muitas começarão
a referir cansaço fácil e poderão vir a ter perturbações
do sono.
O ronco alto, intercalado com períodos de silêncio que correspondem às apneias,
(que podem ocorrer centenas durante o sono) são os sintomas mais comuns da
apneia do sono, mas há outros sintomas que se podem desenvolver, nomeadamente
a sonolência diurna, que pode reduzir a produtividade e aumenta sete vezes
o risco de acidentes rodoviários.
A perda de peso reduz os
sintomas nas pessoas obesas, podendo curar a doença, mas
existem outras medidas para melhorar o processo respiratório
e controlar o ritmo cardíaco que está muitas vezes alterado
nesta situação clinica.
Hipercolesterolemia
O aumento do colesterol (hipercolesterolemia)
está frequentemente associado à obesidade.
A maioria das pessoas consegue controlar o seu colesterol, reduzindo o peso
e a ingestão de gordura.
Doenças da vesícula biliar
A obesidade está associada ao aumento da secreção
biliar de colesterol, o que causa uma saturação da bílis e uma maior incidência
de cálculos (pedras) na vesícula. As pessoas obesas têm uma maior probabilidade
de apresentarem este problema do que as de peso normal.
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